Estamos, mais uma vez, vivendo os horrores das guerras, espectadores forçados de uma logística política e estratégias leoninas pelo poder, em nome de democracia, paz e Deus, leia-se poder e riqueza.
E ainda sofrendo direta e indiretamente com as consequências dessa demonstração de falta de argumentos , vontade e uma necessidade de mostrar o poder bélico.
Nem vou mencionar os conchavos absurdos que são feitos em apoio e uma inércia aparente das
instituições internacionais de manutenção da paz que andam em ritmo inversamente proporcional à destruição causada. E vamos combinar, absurdo haver um acordo de guerra em que se define quais armas podem ser usadas?
Não faz o menor sentido lógico, inteligente. O que antes era um terror, os mísseis chamados inteligentes, que perseguíam aeronaves e certeiros em alvos fixos, hoje são armas piores, drones, mísseis hipersônicos, bombas que se fragmentam em bombas menores e a temível bomba termobárica, que deixa vestígios mínimos, nem mesmo sobras humanas para que familia e amigos sepultem os corpos. Sem dizer na bomba do holocausto, já testada, chamada Tsar e outros equipamentos nucleares com poder de dizimar a vida na Terra.
Será que os "poderosos" não pensam que basta destruir metade da Terra e que isso afeta a vida deles também? Ar e água contaminados, no mínimo.
Um dos focos, na data de hoje, é o escoamento de boa parte da produção mundial de petróleo pelo
estreito de Ormuz, que está em meio ao conflito e cenário de ataques a navios aliados. Cheguei a pensar e comentar: Os países riquíssimos produtores de petróleo daquela região, que amam obras faraônicas, desafios tecnológicos , arquitetura de ponta e não se importam em gastar e ostentar, ou nem sentir, bilhões de petrodólares na construção de megalópoles no deserto, ilhas artificiais, sistemas de dessanilização da água do mar entre outras megalomanias.
Bem que podiam se unir e construir um canal, a exemplo de
Suez , Panamá e Kiel, cortando a
península de Musandam, pelo território dos Emirados, já que Omã não tem um posicionamento político mais firme, e fazer uma rota alternativa para não passar pelo estreito de Ormuz.
Com certeza, gastarão bem menos que os países gastaram até hoje com armamento bélico.
O conflito chacoalha o mundo, que ainda depende de
energia fóssil , no caso gás e petróleo, pra se movimentar.
E ainda menciono que os
investimentos em energias renováveis ainda não estão de acordo com a necessidade da produção mundial e nem mesmo de acordo com a consciência global de uso energias limpas; ainda sai caro em detrimento de políticas que não avançam favoravelmente.
O
Brasil perde uma chance de um salto significativo no mercado mundial, pois tem uma produção de óleo bruto suficiente para o mercado interno e venda, mas ainda engatinha, talvez preso por negociações desfavoráveis, falta de incentivos ou outros quanto o refino do mesmo.
Ainda dependendo ainda de grandes importações, do desenrolar dos imbróglios políticos externos, como se a realidade fosse um enorme tabuleiro do velho jogo War. E com a extensão territorial do Brasil , parece não haver grandes incentivos e realizações de parques eólicos e de energia solar em grandea escalas, apenas pequenas implantações aqui e ali.
Até quando? Não sabemos.
Mas voltando à lógica ilógica da guerra , chega a ser inadmissível que exista, acordos e apoios prós, independe do tamanho de conflito que exista, seja ele midiático como E.U. com Irã,
Rússia com Ucrânia, conflitos políticos, religiosos , econômicos, conflitos híbridos, disputa de recursos, insurgências, guerras civis que encontram campos de batalha em vários locais do mundo nesse exato momento. Sejam guerras espetaculosas, mostrando mísseis riscando o céu, contra ataques dos
sistemas de proteção antiaéreo, da infelicidade de ver cidades dizimadas, vidas atingidas diretamente, história da humanidade dilacerada, locais sendo destruídos, memórias apagadas, sejam conflitos pela conquista de uma vida mais digna.
O mundo continua fragmentado nesses conflitos simultâneos, alguns midiáticos e outros invisíveis.
Até a guerra tem seu marketing de divulgação.
E assim caminha a Humanidade !
Nos vemos, nos lemos!