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Você já se atentou ao quanto usamos figurativamente os animais em nossas falas cotidianas?
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Chega ao fim a maior Copa de todos os tempos. Repleta de surpresas, confusões, fair play, tecnologías, influência política, bons jogos.
A primeira feita em 3 países distintos, envolvendo toda a América do Norte (apesar de mal distribuída em suas fases). A organização fala de economia na divisão entre paises, porém sem se importar ou questionar a viabilidade ecológica dos deslocamentos entre as sedes entre outras coisas.
Concentrando a maior parte dos jogos em estádios estadounidenses, equipes técnicas e torcedores enfrentaram a dureza e frieza das alfândegas, perdendo horas em filas de aeroportos e estádios. Equipes técnicas e times enfrentaram problemas diplomáticos e racismo com o anfitrião.
Falo de Irã, países africanos, muçulmanos, profissionais pretos e de outras nacionalidades considerados não bem-vindos na terra do Tio Sam.
Sem dizer os valores absurdos dos ingressos, um padrão Fifa que deixou muito torcedor de fora.
Os anfitriões fizeram suas partes:
Canadá de forma bem modesta, um tanto estranha e fria em relação ao futebol, que não é um esporte popular por lá, a festiva realização mexicana e seu futebol veloz, cheio de vibrações e alegria e os E.U. com seus estádios adaptados para o futebol, com painéis milionários de led, porém sem cabines que obrigaram os locutores das emissoras do mundo a encarar o calor escaldante do verão do hemisfério norte em tempos de mudanças climáticas durante as transmissões e desorganização de filas nos estádios.
Nenhuma das 3 seleções anfitriãs passou da segunda fase, tornando-se apenas realizadoras do evento.
Nem mesmo a intervenção vexatória e política do presidente estadounidense junto à FIFA para cancelar um cartão vermelho de um jogador do time da casa surtiu efeito. A vergonha foi maior! Muita gente questionou o envolvimento da Federação em situações fora das linhas do campo de futebol. Por outro lado, foi dentro de campo que muita falta não foi marcada, outras que existiram foram ignoradas, árbitros que pareciam confusos e situações em que ficaram claros alguns favorecimentos.
Direito humanos desrespeitados quando se usa da visualização mundial do esporte pra falar e fazer protestos humanitários, seja em campo ou na torcida, velando a realidade fora dos campos também foi uma constante nos jogos.
Animais guris (polvo, pato, porco, cachorro, gato) fazendo suas previsões diante de cada grande partida.
Surpresas? Seleções de Cabo Verde, Noruega, Egito, Marrocos, Curaçao, Japão, África do Sul, Congo, entre outros, que mostraram o crescimento de equipes fora dos holofotes futebolísticos chegando a resultados e posições inéditas revelando muitos de seus personagens.
França, Inglaterra, Espanha, Argentina , Portugal, Alemanha e Bélgica chegaram cotadas como possíveis campeãs, além da expectativa de supresas africanas e a Seleção Brasileira que refletiu o momento político da CBF e também se envolveu em polêmicas de escalações sob patrocínio, futebol individualista, falta de inteligência emocional de grupo, bastidores de festas e bets.
De qualquer forma, o Brasil, na sua sexta tentativa pelo hexa, não foi esquecido. Esteve presente na final em dois momentos icônicos: na figuração da apresentação da cantora Madonna que surgiu num buggy pilotado por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, pentacampeões, e no telão com uma imagem de IA e a fala real do tricampeão Pelé quando da sua despedida dos campos no mesmo estádio da final. Sinal de de um futebol de excelência e referência que não existe mais.
Outras apresentações com artistas da fama internacional também fizeram o show do intervalo na final, um modelo estadounidense de celebrar grandes finais.
Até a teoria da conspiração apareceu no campeonato e parece que acertou no resultado final com uma seleção de camisa vermelha. Porém, os extraterrestres não abduziram ninguém, nem apareceram, apenas alguns aviões da força aérea de lá que sobrevoaram estádios em datas específicas.
O Mundial se revelou a Copa das tecnologias, da pausa para hidratação, do VAR, da IA de análise de impedimento, sensores de bola e, principalmente, na Copa dos goleiros, que tiveram participações fundamentais nos resultados fazendo defesas inimagináveis e bem técnicas, pegando bolas aéreas, rasteiras e cobrança de pênaltis desarmando grandes jogadores do campeonato. Por outro lado, algumas seleções apresentaram jogadores que auxiliavam diretamente nas defesas, jogadores em múltiplas posições, uma verdadeira aula de jogo em equipe,
Também foi o mundial de grandes despedidas: Messi, Neymar, CR7, Modric, Vozinha, Neuer, Gordon, Ochoa, Javier Rodríguez, Sadio Mané, entre outros.
E a final chegou! Duas das favoritas se encontrarem em campo. Curiosamente, apresentam um jogo morno. Espanha domina e sufoca a Argentina e depois de muito tentar, conseguem o único gol válido do placar, fazendo da seleção espanhola a campeã de 2026, consolidando a hegemonía europeia, outro fator discutido na geopolítica do futebol.
Técnica versus jogo truculento. Garra versus equipe unida.
Em 2027 será a vez do Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino e correr atrás de um título inédito pra Seleção Canarinho.
Que as teorias não se confirmem para 2030 e 2034 - assunto pra outra postagem.
Nos vemos, nos lemos.
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| foto do Conde de Moreira Lima otimizada por IA |
Em julho, comemora-se o centenário de morte de Joaquim José Moreira Lima Junior, o Conde de Moreira Lima, o maior benfeitor da cidade de Lorena.
Falar da história dessaa cidade sem citar o Conde é contar uma história incompleta.
Falar do Conde de Moreira Lima sem falar em benfeitorias, benevolência, investimento, empreendedorismo, religiosidade, serviços públicos prestados à cidade é contar uma história qualquer.
A vida do Conde está diretamente ligada à história da cidade, uma relação de amor e dedicação ao chão onde nasceu e viveu toda a vida. Vida essa que passou por fases importantes na História do Brasil:
- O auge e declínio do Segundo Reinado, testemunhando transformações fundamentais,
- Apogeu e crise do Ciclo do Café e à Industrialização incipiente no Vale, sendo pioneiro e visionário com a criação do Engenho Central, que contava com um ramal ferroviário próprio, já com um pé na tecnologia da época.
- As transições das leis abolicionistas (Ventre Livre, Sexagenários, Lei Eusébio de Queiroz e Lei Áurea) e toda a insatisfação gerada pelos proprietários rurais,
- A Guerra do Paraguai.
- A transição do Império para a República, onde o prestígio dos títulos nobliárquicos foram substituídos por outros arranjos políticos, parte de um período dominado por elites agrárias que não abalou sua proximidade com a família Imperial e mesmo assim, continuou a realizar obras sociais e filantrópicas.
Uma história que ele fez acontecer e que, por desejo próprio, nunca quis ser esquecido pela terra a que tanto se dedicou, se ajustando às fases que aconteciam historicamente.
Vindo de uma abastada família, filho de pai português e mãe lorenense, recebeu uma educação compatível com as elites da época, Joaquim José Moreira Lima Junior logo se mostra inclinado aos negócios e, com inteligência, perpetua e amplia a fortuna da família trabalhando como investidor, fazendo às vezes de banqueiro, fazendo empréstimos às famílias e fazendeiros da cidade:
- Bom administrador que gerenciou fazendas da região, homem de negócios que se tornou fiel companheiro da mãe após viuvez,
- Acumulou funções administrativas e militares na cidade, fazendo seu nome se tornar cada vez mais respeitado, somado à gentileza e fino trato com os quais se relacionava com as pessoas, sem distinção de classe.
Amigo pessoal do imperador Dom Pedro II, que recebeu em sua casa, o solar dos Moreira Lima, com pompas e circunstâncias, evento registrado com grandes elogios à riqueza e aos bons serviços oferecidos, feitos pela própria Princesa Isabel, que pode ser conferido em anotações de seu diário pessoal, objeto histórico parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis.
Amante das artes, os saraus no casarão do Conde, um costume nobre da época, eram considerados os mais concorridos pela sociedade da então.
Nascido em Lorena-SP, a 11 de junho de 1842, filho de Joaquim José Moreira Lima e Carlota Leopoldina de Castro Lima (Viscondessa de Castro Lima - um dos raros casos de titularidade pós morte do patriarca da família).
Quinto filho do casal, curiosamente Junior, por ter o mesmo nome do pai, um diferencial para a época sem grandes explicações.
1861: Torna-se alferes, aos 19 anos, secretário do 20º Batalhão da Guarda Nacional de Lorena.
1864: É promovido a major ajudante-de-ordens na Guarda Nacional.
1867: Integra o grupo fundador da Santa Casa de Misericórdia de Lorena, atuando como secretário e depois provedor por mais de 40 anos.
1º de março de 1874: Recebe o título de Barão de Moreira Lima, concedido por D. Pedro II.
1875: Inicia a construção do Santuário de São Benedito (inaugurado em 1884 com a presença do Imperador D. Pedro II, a Princesa Isabel e o marido, Conde D'Eu) em terreno doado pelo irmão. A inauguração foi um dos maiores eventos sociais de Lorena e da região. Curiosidade: a igreja de S. Benedito foi inaugurada com a imagem de Santo Antônio no altar mor, devido a um atraso de entrega da encomenda original. Seus restos mortais e de sua esposa jazem embaixo do altar-mor de acordo com seu testamento.
24 de outubro de 1879: Casa-se com sua sobrinha Risoleta de Castro Lima (sem filhos), por imposição do irmão mais velho, Antônio Moreira de Castro Lima, o Barão de Castro Lima; não seria de bom tom um homem da envergadura social e política do Conde seguir solteiro àquela altura da vida. Porém, a vida matrimonial do casal não era a mais exemplar. Segundo histórias não oficiais, o casamento arranjado, a diferença de idade, o temperamento do Conde, a paixão reprimida da sobrinha por outro nobre de inclinação política contrária a da família não colaboraram para a harmonia do casal. Risoleta, então, toma medidas drásticas , permitindo-se adoecer, até vir a falecer no Rio de Janeiro, de tuberculose, em 1895.
1881: Torna-se diretor da Sociedade Anônima Engenho Central de Lorena. Uma visão futurista com a mudança do enfoque econômico da região, passando da cafeicultura para a cana de açúcar. Essa Sociedade Anônima era composta por Joaquim José Moreira Lima Júnior, o Conde de Moreira Lima; pelo irmão deste, Antônio Moreira de Castro Lima, o Barão de Castro Lima e os sobrinhos de ambos, o Comendador Arlindo Braga e o Comendador Francisco de Paula Vivente de Azevedo, futuro Barão da Bocaina. Entre altos e baixos da produção, qualidade e escoamento do produto, questões financeiras, o Engenho encerra suas atividades em 1896.
1882: torna-se Oficial da Ordem da Rosa - Grau concedido a militares e civis por fidelidade ao Imperador e serviços ao Estado.
24 ou 28 de abril de 1883: Condecorado Visconde de Moreira Lima.
14 de janeiro de 1884: torna-se Comendador da Ordem de Cristo. Durante o Império, existiu a Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, concedida por D. Pedro I e D. Pedro II para serviços prestados ao Brasil.
Os muitos serviços prestados à Igreja naquela época marcavam o compromisso de uma família para com a religiosidade, mas também tinha um significativo propósito de status social.
1886 - com a visita da Família Imperial ao casarão dos Moreira Lima , abre-se o Livro de Ouro para custeio da reforma da Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade que conta com uma vultuosa contribuição da Viscondessa de Castro Lima, doação e ampla promoção do próprio Conde para que a sociedade local participasse com donativos que culminaram em uma rica obra encomendada a Ramos de Azevedo, entregue em 1890.
7 de maio de 1887: Recebe o título de Conde de Moreira Lima.
No Brasil Império, os títulos de nobreza não eram hereditários, eram vitalícios e concedidos por mérito ou serviços prestados ao Estado.
A concessão de títulos nobliárquicos (Barão, Visconde, Conde, Marquês e Duque) era uma preorrogativa exclusiva do Imperador.
Os cafeicultores conquistaram títulos de nobreza principalmente através de mérito e prestígio econômico, e não por compra direta, embora a riqueza fosse um pré-requisito fundamental. O Imperador D. Pedro II concedia essas honrarias (como Barão e Visconde) para reconhecer serviços prestados ao Estado, fortalecer alianças políticas com a elite agrária e apaziguar fazendeiros em momentos de transição, como durante a abolição da escravidão.
15 de novembro de 1890: Recebe a Comenda da Ordem de São Gregório Magno do Papa Leão XIII, concedida para reconhecer serviços pessoais extraordinários prestados à Igreja Católica e à Santa Sé, além de premiar exemplos de vida cristã em diversas comunidades.
Fundado oficialmente em 1890, o Colégio São Joaquim, se instala na cidade, um incentivo certeiro do Conde de Moreira Lima sobre o quão importante era a vinda de uma instituição de ensino salesiano naquele momento histórico do País, fazendo de Lorena um pólo regional atrativo de educação de qualidade e renome.
1904: Mantém o Asilo São José, fundado por seu sobrinho José Vicente de Azevedo.
De 1912 até sua morte, foi principal esteio da Sociedade de São Vicente de Paula.
1922 - Na então capital da Brasil, Rio de Janeiro, começava a construção do mais icônico símbolo daquela cidade e do País: o Cristo Redentor, que terminou em 1931.
2 de julho de 1926: Falece em Lorena-SP, aos 84 anos, vítima de um acidente com sua carruagem na passagem de nível no centro da cidade, que o deixa em condições de saúde delicadas, decorrentes da fratura exposta sofrida, que se arrasta por meses até sua morte. Curiosa ou propositalmente, pediu para que fosse cuidado no Asilo São José, fato inusitado devido sua importância social. Tal comportamento conferiu ao asilo um status diferente e exigiu uma adaptação necessária para atender o ilustre interno. Ainda assim, existem teorias de que sua morte pode ter sido arranjada (briga política) e não acidental.
Em testamento, doa sua imensa fortuna a instituições locais, fortuna essa que poderia sustentar a instituição hospitalar até os dias de hoje, tamanha vultuosidade do montante.
Após sua morte, o casarão, parte do espólio da Santa Casa de Lorena, cumpre a decisão testamental de virar uma instituição de ensino: o Instituto Santa Carlota, voltado para a educação de meninas ricas brancas até se tornar sede da secretaria municipal de Educação e, posteriormente, Cultura, prédio tombado pelo Condephaat em 15 de setembro de 1962, que enfrenta no momento um lento, arrastado e burocrático processo de restauro.
A vida do Conde também traz informações não confirmadas sobre seu caráter:
- Por trás de toda doçura e benevolência, existia um homem de hábitos curiosos e difícil temperamento;
- Um político favorável à monarquia, amigo pessoal do Imperador, que pode ter causado dissabores políticos locais numa época de transição para a República.
- Posicionamento anti escravagista, embora sem fontes oficiais, possa ser interpretado pelas benfeitorias feitas em favor aos escravos livres: a construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário e o Asilo São José para acolher os pretos alforriados. O casarão da família não possui senzalas e fala-se de um antigo funcionário, ex-escravo que teria trabalhado com o Conde até o fim da vida como forma de gratidão.
Apesar da importância do Senhor Joaquim José Moreira Lima Junior, o Conde de Moreira Lima, maior benfeitor e mola propulsora do progresso de Lorena, ainda existem poucos registros oficiais de todos seus feitos e, principalmente, da sua vida social, exceto alguns poucos jornais da época caso ainda hajam exemplares arquivados.
Talvez, sem os incentivos do Conde, Lorena poderia não ter atingido o desenvolvimento que tem hoje e seria mais uma pequenina cidade esquecida na região do fundo do Vale do Paraíba, apesar de sua localização geográfica estratégica entre as principais cidades do país.
É impossível negar a importância desse grande lorenense e sua dedicação à cidade nas mais diversas áreas.
Que a cidade faça valer toda essa dedicação e nunca deixe apagar a história de seu mais ilustre e importante filho, assim como ele desejou e tanto realizou por isso.
Fontes: IEV, Wikipédia, Site Oficial da Prefeitura Municipal de Lorena, FUNSAI (Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga), Site do Museu Vicente de Azevedo, Blog do Diego Amaro, O Lorenense, Almanaque Urupês, Blog Nos passos do Imperador, Blog Os Lorenas, Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSC), Voluntarios.com.br, FamilySearch, Parentesco.com.br
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O último dia de maio ficou marcado por um fato que dividiu a internet brasileira entre crentes, céticos e curiosos: o registro de um suposto objeto voador não identificado nos arredores de um sítio isolado em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.
O protagonista da história é Mayk Leão, jovem influenciador digital conhecido por produzir conteúdo sobre resgate e cuidado de animais abandonados, que vive com dificuldades financeiras em uma propriedade cercada de mata fechada. Tudo começou quando sua atenção foi atraída pelo comportamento atípico de seus animais (aves e cavalos), Percebeu que uma cerca elétrica estava rompida e sons estranhos que descreveu como um rosnado, um engasgo e uma presença inexplicável.
Alerta, passou a observar o entorno. Ao cair da tarde, da varanda de sua casa, filmou com o celular o que parecia ser um objeto luminoso pairando sobre os morros ao fundo, a aproximadamente cinco quilômetros de distância. Estimou que o objeto tivesse entre 30 e 50 metros julgando a distância.
O registro, feito em várias tomadas ao longo de 20 a 40 minutos, incluindo o sobrevoo sobre a residência, viralizou rapidamente. O caso foi acompanhado e repercutido por estudiosos de ufologia, especialistas em análise de imagem, um explorador que percorreu a região sem encontrar vestígios de estrutura humana, e por uma pesquisadora que considerou o comportamento do rapaz e a forma de obtenção das imagens compatíveis com uma testemunha sem experiência no tema. Nenhum dos especialistas consultados identificou manipulação digital.
A repercussão chegou às instâncias oficiais. A Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), emitiu nota informando que nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea no dia 31 de maio, e que aeroportos locais não reportaram ocorrências. Foi divulgado nas redes um documento que, segundo Mayk, teria sido enviado por um agente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) solicitando uma reunião sobre o caso, desmentido posteriormente. Mais uma camada de mistério adicionada a um episódio que já não faltava em ingredientes.
Não tardaram especulações, brincadeiras e curiosos invadindo a propriedade, para o desconforto do rapaz.
Esse conjunto de reações — do entusiasmo ao descrédito, da análise séria ao escárnio — não é novidade para quem acompanha o tema. Os grupos de pesquisa ufológica já convivem com o estigma de pseudociência, com a ausência de evidências consideradas palpáveis pelos critérios científicos convencionais. E quando surge um registro com essa abrangência, o acolhimento institucional simplesmente não vem.
Entre o mistério e o pouco caso, esse episódio parece caminhar para o mesmo destino de tantos outros: engrossar o rol de casos sem conclusão oficial, ao lado do ET de Varginha, o mais emblemático da ufologia brasileira.
Que algo foi filmado, o vídeo mostra. O que é esse algo, ninguém ainda respondeu com autoridade. Somos os únicos seres vivos deste universo ou desta dimensão? Sustentar essa certeza, diante de tudo que ainda não sabemos, parece mais um ato de fé do que de razão.
E você, o que me diz?
*Atualização: o mesmo caso e o mesmo tipo de objeto registrado no Paraná, agora no Amazonas, Santa Catarina e São Paulo. Coincidência: sempre perto de rios.
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Quem me acompanha aqui sabe que
eu quase nunca falo de futebol. Não sou nenhum expert e nem faço parte dos 220 milhões
de técnicos espalhados Brasil afora, nem sei escalação e só conheço alguns nomes
famosos de tanto serem repetidos em programas esportivos ou alguma treta em que
eles se envolvem.
E o que me traz aqui, é algo que
acontece a cada quatro anos, sempre sob o mesmo discurso, diria ladainha.
A bendita escalação da Seleção Brasileira
para mais uma Copa do Mundo!
Esse ano a ser realizada em todo a
América do Norte (Canadá, E.U.A. e México). Particularmente, diante do cenário de
conflito pelo qual o mundo passa, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã,
guerra de poderes e o risco de retaliações, eu não acho de bom tom que as
principais etapas do Mundial sejam realizadas no E.U.A. Não podemos nos deixar levar
pela comoção desse evento esportivo e esquecer os imbróglios mal resolvidos
entre um dos anfitriões e outros participantes do torneio.
Mas, esse não é meu objetivo
aqui. Minha chateação, na verdade, é sobre um hábito aculturado: A Seleção de um
homem só! Vangloriar um atleta em detrimento de outros. A eterna mania de fazer
Seleção de apenas um jogador, seja Neymar, Cafu, Romário, Ronaldo, Rivaldo,
Kaká, Zico, cada qual expoente de sua época. Com o fardo deixado sob os ombros
de um único jogador em campo. E a equipe? Nunca se valorizou o trabalho de equipe
deixando os louros da fama para apenas um personagem, como se os demais fossem
coadjuvantes.
Nesse tempo, outras seleções
avançaram em matéria de estratégia e investimento em trabalho em equipe; a
tática mudou, o intercâmbio de jogadores e técnicos (e suas técnicas) fez com
que a malemolência e gingado deixassem de ser um atributo exclusivo de poucos
times, incluindo a nossa seleção. O futebol virou tática, estratégia planejada
e ensaiada, estudo do adversário, produto de marketing.
Enquanto o mundo se prepara com
essa nova maneira de fazer futebol, a gente não pode ficar perdendo tempo e
mídia com o tema sobre a convocação de um ou outro atleta como se fosse a solução
da lavoura. E o time, e os demais jogadores?
Não se faz milagre com um jogador em campo. Esse endeusamento precisa
acabar, senão a participação no mundial pode ficar muito aquém das expectativas
e das participações históricas.
A população já não se mostra tão confiante
assim e os índices percentuais desse descontentamento já passam de 70%, segundo
a Datafolha (abril/26)
Isso não quer dizer que não torcerei
pela minha Seleção, mas confesso que o meu ânimo para tal é um dos mais baixos
das últimas Copas, sem criar expectativas.
Vamos deixar passar e eu volto
aqui para parabenizar ou confirmar que a gente não fez a tarefa direito.
Nos vemos, nos lemos!
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Já era alta madrugada, uma sensação me acorda lentamente, percebo que não estou sozinho e estranhamente sinto uma respiração bem próxima ao meu rosto. Gelei!
Quem e o que seria? Permaneço imóvel de barriga pra cima, olhos fechados . Meu coração a mil, era possível ouví-lo acelerado naquele quarto silencioso. Sinto que aquela sensação se afasta de mim.
Corajosamente e aos poucos , vou abrindo lentamente os olhos e vejo uma pequena esfera que parecia uma orbe de led do tamanho de uma bolinha de gude pairando no ar bem em frente ao meu rosto. Nenhum som, nem cheiro, nenhuma presença a mais naquele quarto na madrugada silenciosa e fria em meio à pandemia.
Ainda deitado de barriga pra cima, acompanho o movimento leve daquela pequena bolinha luminosa que flutua no ar, dentro do meu quarto. Aos poucos, a bolinha vai se movimentando lentamente, eu, aos poucos, vou me mexendo na cama, me arrumando pra sentar, tudo em movimentos lentos, ao ritmo dessa esfera, orbe, bolinha, o que quer que seja.
A bolinha vai lentamente flutuando em direção à janela, vai ficando sutilmente menor. Já sentado na cama, tenho alcançá-la enquanto escapa, brinca ao redor da minha mão sem me tocar. E continua seu curso lento e flutuante sentido janela. Diminuiu mais e já bem pequenina, atravessa a veneziana, lentamente.
Imediatamente levanto e corro pra janela, que dá para o quintal. Abro e não vejo nada além da noite nublada e de uma lufada de vento mais frio da madrugada.
Fecho a veneziana, volto pra cama, sento e tento racionalizar o que teria sido aquilo. Deito, me ajeito, fico de lado olhando pra veneziana com os olhos acostumado à escuridão. Lá fora, temperatura mais fria, sem barulhos de nada, uma noite absolutamente silenciosa.
Adormeço.
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Quem nunca observou programas televisos que promovem gincanas, verdadeiras maratonas físicas e mentais, com famílias em troca de dinheiro e ou prêmios, mesmo que isso custe muita exposição de dramas íntimos e choro? Aliás, quanto mais choro tiver, melhor. Parece que audiência se alimenta de lágrimas alheias. Alguns casos chegam a ser uma verdadeira lavanderia de dramas particulares e gatilhos que são exploradas ao máximo, espremidos até a última gota.
Colocam os participantes em níveis altos de estresse e depois lançam perguntas simples em que a resposta é comprometida pelo estado mental daquele momento, afinal, transitar desse patamar para a lógica é uma caminho que exige muita inteligência emocional no pouco tempo disponível, fora o nervosismo que o momento televisivo impõe e o cenário imposto: locutor que fica em cima falando sem parar e aquela música de suspense de trilha sonora mais a pressão da plateia. Nem questiono nível de conhecimento pois essa variável é enorme e não quero ser preconceituoso.
E chamam isso de entretenimento!
Geralmente, esses programas são patrocinados por grandes lojas do varejo em que a oferta dos prêmios, produtos atuais, atiçam o desejo de consumo. A qualquer custo, parece!
Embora não seja minha área, parece que o valor montante dos prêmios ofertados não chega a uma parcela considerável dos custos de uma publicidade televisa daquele tamanho, mais o custo emissora, sabidamente elevados, milionários até. Isso levando em conta que nem todo participante consegue levar 100% dos prêmios.
Outro ponto curioso que chega por depoimentos dos participantes é o desejo por itens caros, de marcas famosas, tops de linha, como se fosse obrigatório ter aqueles bens para serem aceitos, onde a posse desses bens de consumo serve de ingresso àquele grupo, alguma forma de pertencimento. E itens de uso comum pessoal ou de uma casa ficam em segundo plano ou totalmente descartados. Os depoimentos são claros: o notebook do meu irmão, o smartphone do meu pai, a geladeira duplex da minha mãe, o microondas, o ar condicionado, isso e aquilo. Não que as pessoas não mereçam isso. Longe disso, afinal vivemos uma sociedade em que o fosso entre as realidades é largo e profundo, mas onde somente um lado dita as regras para esse pertencimento.
Para ser isso, tem que ter aquilo. E isso é massivamente bombardeado na mídia: dos grandes lançamentos, das publicidade explicitas, do merchandising de conteúdo gerando valor, merchandising indireto até às subliminaridades inseridas em falas, gestos, imagens ou bordões que ganham popularidade.
E a gente vê nesse público justamente o resultado dessa massificação de propaganda, onde a posse de determinadas marcas te colocam num patamar de igualdade, te empoderam de algo. As pessoas se tornam divulgadores ou outdoors ambulante, nem que seja um item pirateado, outro lado importante desse jogo que enriquece uma fatia gorda do mercado. Não vou falar de ações lícitas , pois abre um leque de considerações para ambos os lados desse mundo mercadológico: piratear uma marca é tão lícito quanto manipular uma parcela da população? Eis a questão! Uma delas, aliás.
E que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu atraído por um determinado bem que vem de encontro com as necessidades, todas elas, da utilidade do produto quanto ao status, mesmo que, momentâneo, que isso gera.
Sem dizer que isso tem outro valor. O custo final! Muitas vezes fora da realidade.
E há quem tire onda desse propósito. Existe uma marca internacionalmente badalada e cultuada que vende bens de vestuário e acessórios por valores estratosféricos, convertidos em reais, onde um tênis rasgado, um saco plástico, caixas de papelão ganham muitos zeros no valor final. E há quem compre defendendo o conceito!
Não há nenhum problema em consumir produtos que nos facilite o dia a dia, que tenha utilidade , beleza, custo justo e que seja possível adquirir como fruto do nosso trabalho sem grandes manobras de sobrevivência, principalmente aqueles com tempo de vida limitada: obsolescência programada, tópico pra outra postagem.
A questão é mais de bom senso e critérios e que nem tudo vale uma exposição em rede nacional.
Nos vemos, nos lemos!