![]() |
| Imagem gerada por IA |
Chega ao fim a maior Copa de todos os tempos. Repleta de surpresas, confusões, fair play, tecnologías, influência política, bons jogos.
A primeira feita em 3 países distintos, envolvendo toda a América do Norte (apesar de mal distribuída em suas fases). A organização fala de economia na divisão entre paises, porém sem se importar ou questionar a viabilidade ecológica dos deslocamentos entre as sedes entre outras coisas.
Concentrando a maior parte dos jogos em estádios estadounidenses, equipes técnicas e torcedores enfrentaram a dureza e frieza das alfândegas, perdendo horas em filas de aeroportos e estádios. Equipes técnicas e times enfrentaram problemas diplomáticos e racismo com o anfitrião.
Falo de Irã, países africanos, muçulmanos, profissionais pretos e de outras nacionalidades considerados não bem-vindos na terra do Tio Sam.
Sem dizer os valores absurdos dos ingressos, um padrão Fifa que deixou muito torcedor de fora.
Os anfitriões fizeram suas partes:
Canadá de forma bem modesta, um tanto estranha e fria em relação ao futebol, que não é um esporte popular por lá, a festiva realização mexicana e seu futebol veloz, cheio de vibrações e alegria e os E.U. com seus estádios adaptados para o futebol, com painéis milionários de led, porém sem cabines que obrigaram os locutores das emissoras do mundo a encarar o calor escaldante do verão do hemisfério norte em tempos de mudanças climáticas durante as transmissões e desorganização de filas nos estádios.
Nenhuma das 3 seleções anfitriãs passou da segunda fase, tornando-se apenas realizadoras do evento.
Nem mesmo a intervenção vexatória e política do presidente estadounidense junto à FIFA para cancelar um cartão vermelho de um jogador do time da casa surtiu efeito. A vergonha foi maior! Muita gente questionou o envolvimento da Federação em situações fora das linhas do campo de futebol. Por outro lado, foi dentro de campo que muita falta não foi marcada, outras que existiram foram ignoradas, árbitros que pareciam confusos e situações em que ficaram claros alguns favorecimentos.
Direito humanos desrespeitados quando se usa da visualização mundial do esporte pra falar e fazer protestos humanitários, seja em campo ou na torcida, velando a realidade fora dos campos também foi uma constante nos jogos.
Animais guris (polvo, pato, porco, cachorro, gato) fazendo suas previsões diante de cada grande partida.
Surpresas? Seleções de Cabo Verde, Noruega, Egito, Marrocos, Curaçao, Japão, África do Sul, Congo, entre outros, que mostraram o crescimento de equipes fora dos holofotes futebolísticos chegando a resultados e posições inéditas revelando muitos de seus personagens.
França, Inglaterra, Espanha, Argentina , Portugal, Alemanha e Bélgica chegaram cotadas como possíveis campeãs, além da expectativa de supresas africanas e a Seleção Brasileira que refletiu o momento político da CBF e também se envolveu em polêmicas de escalações sob patrocínio, futebol individualista, falta de inteligência emocional de grupo, bastidores de festas e bets.
De qualquer forma, o Brasil, na sua sexta tentativa pelo hexa, não foi esquecido. Esteve presente na final em dois momentos icônicos: na figuração da apresentação da cantora Madonna que surgiu num buggy pilotado por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, pentacampeões, e no telão com uma imagem de IA e a fala real do tricampeão Pelé quando da sua despedida dos campos no mesmo estádio da final. Sinal de de um futebol de excelência e referência que não existe mais.
Outras apresentações com artistas da fama internacional também fizeram o show do intervalo na final, um modelo estadounidense de celebrar grandes finais.
Até a teoria da conspiração apareceu no campeonato e parece que acertou no resultado final com uma seleção de camisa vermelha. Porém, os extraterrestres não abduziram ninguém, nem apareceram, apenas alguns aviões da força aérea de lá que sobrevoaram estádios em datas específicas.
O Mundial se revelou a Copa das tecnologias, da pausa para hidratação, do VAR, da IA de análise de impedimento, sensores de bola e, principalmente, na Copa dos goleiros, que tiveram participações fundamentais nos resultados fazendo defesas inimagináveis e bem técnicas, pegando bolas aéreas, rasteiras e cobrança de pênaltis desarmando grandes jogadores do campeonato. Por outro lado, algumas seleções apresentaram jogadores que auxiliavam diretamente nas defesas, jogadores em múltiplas posições, uma verdadeira aula de jogo em equipe,
Também foi o mundial de grandes despedidas: Messi, Neymar, CR7, Modric, Vozinha, Neuer, Gordon, Ochoa, Javier Rodríguez, Sadio Mané, entre outros.
E a final chegou! Duas das favoritas se encontrarem em campo. Curiosamente, apresentam um jogo morno. Espanha domina e sufoca a Argentina e depois de muito tentar, conseguem o único gol válido do placar, fazendo da seleção espanhola a campeã de 2026, consolidando a hegemonía europeia, outro fator discutido na geopolítica do futebol.
Técnica versus jogo truculento. Garra versus equipe unida.
Em 2027 será a vez do Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino e correr atrás de um título inédito pra Seleção Canarinho.
Que as teorias não se confirmem para 2030 e 2034 - assunto pra outra postagem.
Nos vemos, nos lemos.
