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Já era alta madrugada, uma sensação me acorda lentamente, percebo que não estou sozinho e estranhamente sinto uma respiração bem próxima ao meu rosto. Gelei!
Quem e o que seria? Permaneço imóvel de barriga pra cima, olhos fechados . Meu coração a mil, era possível ouví-lo acelerado naquele quarto silencioso. Sinto que aquela sensação se afasta de mim.
Corajosamente e aos poucos , vou abrindo lentamente os olhos e vejo uma pequena esfera que parecia uma orbe de led do tamanho de uma bolinha de gude pairando no ar bem em frente ao meu rosto. Nenhum som, nem cheiro, nenhuma presença a mais naquele quarto na madrugada silenciosa e fria em meio à pandemia.
Ainda deitado de barriga pra cima, acompanho o movimento leve daquela pequena bolinha luminosa que flutua no ar, dentro do meu quarto. Aos poucos, a bolinha vai se movimentando lentamente, eu, aos poucos, vou me mexendo na cama, me arrumando pra sentar, tudo em movimentos lentos, ao ritmo dessa esfera, orbe, bolinha, o que quer que seja.
A bolinha vai lentamente flutuando em direção à janela, vai ficando sutilmente menor. Já sentado na cama, tenho alcançá-la enquanto escapa, brinca ao redor da minha mão sem me tocar. E continua seu curso lento e flutuante sentido janela. Diminuiu mais e já bem pequenina, atravessa a veneziana, lentamente.
Imediatamente levanto e corro pra janela, que dá para o quintal. Abro e não vejo nada além da noite nublada e de uma lufada de vento mais frio da madrugada.
Fecho a veneziana, volto pra cama, sento e tento racionalizar o que teria sido aquilo. Deito, me ajeito, fico de lado olhando pra veneziana com os olhos acostumado à escuridão. Lá fora, temperatura mais fria, sem barulhos de nada, uma noite absolutamente silenciosa.
Adormeço.
