quinta-feira, 14 de maio de 2026

Zero a Zero

 

imagem gerada por IA

Quem me acompanha aqui sabe que eu quase nunca falo de futebol. Não sou nenhum expert e nem faço parte dos 220 milhões de técnicos espalhados Brasil afora, nem sei escalação e só conheço alguns nomes famosos de tanto serem repetidos em programas esportivos ou alguma treta em que eles se envolvem.

E o que me traz aqui, é algo que acontece a cada quatro anos, sempre sob o mesmo discurso, diria ladainha.

A bendita escalação da Seleção Brasileira para mais uma Copa do Mundo!

Esse ano a ser realizada em todo a América do Norte (Canadá, E.U.A. e México). Particularmente, diante do cenário de conflito pelo qual o mundo passa, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, guerra de poderes e o risco de retaliações, eu não acho de bom tom que as principais etapas do Mundial sejam realizadas no E.U.A. Não podemos nos deixar levar pela comoção desse evento esportivo e esquecer os imbróglios mal resolvidos entre um dos anfitriões e outros participantes do torneio.

Mas, esse não é meu objetivo aqui. Minha chateação, na verdade, é sobre um hábito aculturado: A Seleção de um homem só! Vangloriar um atleta em detrimento de outros. A eterna mania de fazer Seleção de apenas um jogador, seja Neymar, Cafu, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Zico, cada qual expoente de sua época. Com o fardo deixado sob os ombros de um único jogador em campo. E a equipe? Nunca se valorizou o trabalho de equipe deixando os louros da fama para apenas um personagem, como se os demais fossem coadjuvantes.

Nesse tempo, outras seleções avançaram em matéria de estratégia e investimento em trabalho em equipe; a tática mudou, o intercâmbio de jogadores e técnicos (e suas técnicas) fez com que a malemolência e gingado deixassem de ser um atributo exclusivo de poucos times, incluindo a nossa seleção. O futebol virou tática, estratégia planejada e ensaiada, estudo do adversário, produto de marketing.

Enquanto o mundo se prepara com essa nova maneira de fazer futebol, a gente não pode ficar perdendo tempo e mídia com o tema sobre a convocação de um ou outro atleta como se fosse a solução da lavoura. E o time, e os demais jogadores?  Não se faz milagre com um jogador em campo. Esse endeusamento precisa acabar, senão a participação no mundial pode ficar muito aquém das expectativas e das participações históricas.

A população já não se mostra tão confiante assim e os índices percentuais desse descontentamento já passam de 70%, segundo a Datafolha (abril/26)

Isso não quer dizer que não torcerei pela minha Seleção, mas confesso que o meu ânimo para tal é um dos mais baixos das últimas Copas, sem criar expectativas.

Vamos deixar passar e eu volto aqui para parabenizar ou confirmar que a gente não fez a tarefa direito.

Nos vemos, nos lemos!

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