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| imagem gerada por IA |
Quem me acompanha aqui sabe que
eu quase nunca falo de futebol. Não sou nenhum expert e nem faço parte dos 220 milhões
de técnicos espalhados Brasil afora, nem sei escalação e só conheço alguns nomes
famosos de tanto serem repetidos em programas esportivos ou alguma treta em que
eles se envolvem.
E o que me traz aqui, é algo que
acontece a cada quatro anos, sempre sob o mesmo discurso, diria ladainha.
A bendita escalação da Seleção Brasileira
para mais uma Copa do Mundo!
Esse ano a ser realizada em todo a
América do Norte (Canadá, E.U.A. e México). Particularmente, diante do cenário de
conflito pelo qual o mundo passa, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã,
guerra de poderes e o risco de retaliações, eu não acho de bom tom que as
principais etapas do Mundial sejam realizadas no E.U.A. Não podemos nos deixar levar
pela comoção desse evento esportivo e esquecer os imbróglios mal resolvidos
entre um dos anfitriões e outros participantes do torneio.
Mas, esse não é meu objetivo
aqui. Minha chateação, na verdade, é sobre um hábito aculturado: A Seleção de um
homem só! Vangloriar um atleta em detrimento de outros. A eterna mania de fazer
Seleção de apenas um jogador, seja Neymar, Cafu, Romário, Ronaldo, Rivaldo,
Kaká, Zico, cada qual expoente de sua época. Com o fardo deixado sob os ombros
de um único jogador em campo. E a equipe? Nunca se valorizou o trabalho de equipe
deixando os louros da fama para apenas um personagem, como se os demais fossem
coadjuvantes.
Nesse tempo, outras seleções
avançaram em matéria de estratégia e investimento em trabalho em equipe; a
tática mudou, o intercâmbio de jogadores e técnicos (e suas técnicas) fez com
que a malemolência e gingado deixassem de ser um atributo exclusivo de poucos
times, incluindo a nossa seleção. O futebol virou tática, estratégia planejada
e ensaiada, estudo do adversário, produto de marketing.
Enquanto o mundo se prepara com
essa nova maneira de fazer futebol, a gente não pode ficar perdendo tempo e
mídia com o tema sobre a convocação de um ou outro atleta como se fosse a solução
da lavoura. E o time, e os demais jogadores?
Não se faz milagre com um jogador em campo. Esse endeusamento precisa
acabar, senão a participação no mundial pode ficar muito aquém das expectativas
e das participações históricas.
A população já não se mostra tão confiante
assim e os índices percentuais desse descontentamento já passam de 70%, segundo
a Datafolha (abril/26)
Isso não quer dizer que não torcerei
pela minha Seleção, mas confesso que o meu ânimo para tal é um dos mais baixos
das últimas Copas, sem criar expectativas.
Vamos deixar passar e eu volto
aqui para parabenizar ou confirmar que a gente não fez a tarefa direito.
Nos vemos, nos lemos!

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