sábado, 4 de abril de 2026

Artemis, Chocolate, Guerra e Bacalhau!



Uma semana cheia se atrações e contradições. 

De um lado, uma guerra mimizenta em que as partes envolvidas ficam chorando nas redes sociais porque foram atacadas, acusando um ao outro de burlarem o acordo de guerra; fala sério, um acordo sobre o que pode e o que não pode ser usado numa guerra. Líderes com sérios problemas psiquiátricos brincando de War, com suas ações reverberando negativamente no mundo todo e querendo envolver cada vez mais gente nessa briga de péssimos condôminos que são. Haja!

O sucesso e midiatismo da viagem tripulada Artemis II, depois de décadas, reacendendo a polêmica  da validade dos investimentos em pesquisas tripuladas na Lua. As mais novas fotos da Terra vista do espaço e um balde de água fría: os tripulantes não vão pousar no satélite natural da Terra, eis aí outro ponto chave das eternas discussões de que o Homem nunca pousou na Lua e que não teriam capacidade técnica de fazê-lo agora. Uma das propostas da missão é analisar os minérios preciosos que podem haver por lá. Puro interesse especulativo. E de novo uma nova questão? Quem autoriza a extração na Lua?  Já que ela não pertence a um único país. 

Semana de Páscoa, com o tema principal do evento deixado em segundo plano e os olhos em cima do chocolate.  Pois é.  Semanas atrás, uma publicação falando de um posicionamento sobre a produção de chocolate no país com a obrigatoriedade de diminuição de gordura hidrogenada e aumento de cacau. Claro que essa prática, mais saudável, terá impacto no valor final do produto e vai dar uma freada na produção de chocolate de menor qualidade. Mesmo assim, os pontos de venda continuam oferendo ovos a preços bem altos. Compare o preço de um ovo de 200 gramas e o valor da mesma quantidade de chocolate em barra ou bombons da mesma marca. É discrepante e parece que, mesmo assim, as pessoas se deixam levar pelo modismo e comoção provocados pelo marketing emocional. E nem vamos citar o valor do principal prato dessa semana, o famoso e delicioso bacalhau. Pouca gente sabe que bacalhau é o nome de um processo para salgar e curar alguns tipos de peixes, uma prática milenar usada para fazer a carne durar mais. E esse processo é famoso por manter prontas para consumo as espécies de peixe mais utilizadas nessa ocasião (Gadus, Pollachius, Molva e Brosma),  resultado da tradição trazida por portugueses e aprimorada pelos brasileiros. 

E assim vamos!

Nos vemos, nos lemos!


quarta-feira, 25 de março de 2026

A Guerra não acabou, só mudou de forma!

 


Estamos, mais uma vez, vivendo os horrores das guerras, espectadores forçados de uma logística política e estratégias leoninas pelo poder, em nome de democracia, paz e Deus, leia-se poder e riqueza.


E ainda sofrendo direta e indiretamente com as consequências dessa demonstração de falta de argumentos , vontade e uma necessidade de mostrar o poder bélico.
Nem vou mencionar os conchavos absurdos que são feitos em apoio e uma inércia aparente das instituições internacionais de manutenção da paz que andam em ritmo inversamente proporcional à destruição causada. E vamos combinar, absurdo haver um acordo de guerra em que se define quais armas podem ser usadas?

Não faz o menor sentido lógico, inteligente. O que antes era um terror, os mísseis chamados inteligentes, que perseguíam aeronaves e certeiros em alvos fixos, hoje  são armas piores, drones,  mísseis hipersônicos,  bombas que se fragmentam em bombas menores e a temível bomba termobárica, que deixa vestígios mínimos, nem mesmo sobras humanas para que familia e amigos sepultem os corpos. Sem dizer na bomba do holocausto, já testada, chamada Tsar e outros equipamentos nucleares com poder de dizimar a vida na Terra.

Será que os "poderosos" não pensam que basta destruir metade da Terra e que isso afeta a vida deles também? Ar e água contaminados, no mínimo.


Um dos focos, na data de hoje, é o escoamento de boa parte da produção mundial de petróleo pelo estreito de Ormuz, que está em meio ao conflito e cenário de ataques a navios aliados. Cheguei a pensar e comentar: Os países riquíssimos produtores de petróleo daquela região, que amam obras faraônicas, desafios tecnológicos , arquitetura de ponta e não se importam em gastar e ostentar, ou nem sentir, bilhões de petrodólares na construção de megalópoles no deserto, ilhas artificiais, sistemas de dessanilização da água do mar entre outras megalomanias.


Bem que podiam se unir e construir um canal, a exemplo de Suez , Panamá e Kiel, cortando a península de Musandam, pelo território dos Emirados, já que Omã não tem um posicionamento político mais firme, e fazer uma rota alternativa para não passar pelo estreito de Ormuz.

Com certeza, gastarão bem menos que os países gastaram até hoje com armamento bélico.
O conflito chacoalha o mundo, que ainda depende de energia fóssil , no caso gás e petróleo, pra se movimentar.


E ainda menciono que os investimentos em energias renováveis ainda não estão de acordo com a necessidade da produção mundial e nem mesmo  de acordo com a consciência global de uso energias limpas; ainda sai caro em detrimento de políticas que não avançam favoravelmente.


O Brasil perde uma chance de um salto significativo no mercado mundial, pois tem uma produção de óleo bruto suficiente para o mercado interno e venda, mas ainda engatinha, talvez preso por negociações desfavoráveis, falta de incentivos ou outros quanto o refino do mesmo.

Ainda dependendo ainda de grandes importações, do desenrolar dos imbróglios políticos externos, como se a realidade fosse um enorme tabuleiro do velho jogo War. E com a extensão territorial do Brasil , parece não haver grandes incentivos e realizações de parques eólicos e de energia solar em grandea escalas, apenas pequenas implantações aqui e ali.


Até quando? Não sabemos.


Mas voltando à lógica ilógica da guerra , chega a ser inadmissível que exista, acordos e apoios prós, independe do tamanho de conflito que exista, seja ele midiático como E.U. com Irã, Rússia com Ucrânia,  conflitos políticos, religiosos , econômicos, conflitos híbridos, disputa de recursos, insurgências, guerras civis que encontram campos de batalha em vários locais do mundo nesse exato momento. Sejam guerras espetaculosas, mostrando mísseis riscando o céu, contra ataques dos sistemas de proteção antiaéreo, da infelicidade de ver cidades dizimadas, vidas atingidas diretamente,  história da humanidade dilacerada, locais sendo destruídos, memórias apagadas, sejam conflitos pela conquista de uma vida mais digna.


O mundo continua fragmentado nesses conflitos  simultâneos, alguns midiáticos e outros invisíveis. 

Até a guerra tem seu marketing de divulgação.
E assim caminha a Humanidade !


Nos vemos, nos lemos!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Orelha & Nina

 


Dois casos semelhantes separados por mais de 1000km de distância.

Enquanto a cadela Orelha, adotada pela comunidade da Praia Brava em Florianópolis, era impiedosamente agredida e morta por 4 fedelhos manezinhos mimados e mal criados, filhos da alta sociedade Florianopolitana, em Lorena, no Vale do Paraíba paulista, Nina, outra cachorra de rua, adotada por frentistas de um posto do centro da cidade , era igual e covardemente agredida por um motociclista que desferiu chutes em sua barriga, fazendo com que necessitasse de uma cirurgia.

Logo, o caso de Florianópolis ganhou repercussão nacional, com intervenção de políticos da capital catarinense no caso e a exposição dos agressores com fotos e nomes nas redes sociais, bem como dos estabelecimentos comerciais pertencente às suas famílias, com pedidos de boicote, incluindo um hotel de renome da cidade.

Enquanto isso, numa escala menor, os frentistas do posto de combustível em Lorena,  fizeram uma rifa para cobrir os custos dos cuidados com Nina, com um significativo sucesso. Uma rifa de preço popular com premiação de 100 litros de combustível para o vencedor, que não chegou a estampar grandes mídias, mas mobilizou a sociedade local. Diferente de outros muitos casos que passam despercebidos e sem projeção, esse tipo de crime contra animais vem aumentando e ganhando mídia. Quem não se lembra do caso do cavalo que teve as patas amputadas pelo seu dono em Bananal, no fundo do Vale Histórico?

Na mesma velocidade, o caso de Orelha, a cachorra de Florianópolis, ganhou mais destaque nas mídias e até projeção internacional.  Os autores estão sendo mantidos cristalizados a sete chaves por suas famílias, com medo de retaliações. Alguns deles com a premiação de uma viagem ao exterior para esperar a poeira baixar e agora surge a denúncia de coação às testemunhas do caso. Mas a lei há de prevalecer e os responsáveis responsabilizados pela brutalidade. Enquanto isso, espera-se que se identifique o motociclista de Lorena para igual ação da lei.

Especialistas em comportamento humano alertam para esses sinais de psicopatia que se desenvolvem nas pessoas e que essas atrocidades são experimentadas em animais antes de serem experimentadas em humanos, considerando alguma impunidade e aumentando a vulnerabilidade de pessoas diante de casos como esse.

O assunto é sério. Não são apenas  casos pontuais,  isolados, de violência contra dois animais de ruas, dóceis, adotados, que viraram objeto de descarrego de ira alheia e sim, mostra o quão doente as pessoas andam e  o quanto nossa sociedade padece e tem que conviver com isso. Não se deve normalizar a atitude cruel do motociclista e nem o sadismo de uma ação de um grupo de moleques mimados, mal criados e sem noção. Essas pessoas estão doentes e precisam, além da punição pelos crimes cometidos, de tratamento profissional para evitar que amanhã, outros animais ou mesmo pessoas do convívio  sejam manchetes, vítimas de outros crimes hediondos. 

*atualizando: como se não bastasse, mais uma notícia envolvendo maus tratos. Em Igarapava, no interior de SP, um homem arrasta por 7km, até a morte, uma cadela prenhe de 10 filhotes que estava amarrada no para-choque de seu veículo. E o mais triste, o agressor passou por audiência de custódia e aguarda o processo em liberdade. Até quando?

Nos vemos, nos lemos!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Censura disfarçada de Projeto!

imagem de IA


 

O que está em debate aqui não é proteção da infância,  é a censura.

E censura, na história do Brasil, nunca foi sobre moralidade, sempre foi sobre poder.

Toda vez que um governo ou um grupo tenta controlar a arte usando o discurso da “sexualização”, o resultado é o mesmo: perseguição política, silenciamento e medo.

Nós já vimos isso e, mais uma vez, a roda da história se repete.

Vimos quando o samba era chamado de indecente, o candomblé era criminalizado, o indígena era preguiçoso, o hiphop coisa de bandido, etc .

Vimos quando artistas, escritores e professores foram perseguidos na Ditadura sob o pretexto de proteger a família brasileira.

O Brasil já tem leis para proteger nossas crianças, tem classificação indicativa, tem o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O que falta não é legislação , o que falta é honestidade. O que falta é fiscalização! Se não me engano vereadores são "fiscais da população que representam".

Esse tipo de projeto não protege ninguém.

Ele apenas cria um instrumento para que qualquer produção cultural seja punida quando não agrada a um grupo político ou ideológico específico e como cortina de fumaça pra outras temerosas transações. Fiquemos atentos aos bastidores.

Quem decide o que é “sexualização”? Quais parâmetros? O que julga? Quem julga: um político, um comitê, uma igreja? Quem se responsabiliza?

Quem garante que essa lei não será usada para perseguir artistas negros, indígenas, LGBTQIA+, mulheres e outras minorias como aconteceu tantas vezes na nossa história?

A cultura é trabalho, é educação, é identidade, é memória, preservação da memória (material e imaterial). Ela não é inimiga!

A cultura  existe porque o povo existe!

O nosso papel aqui não é censurar, é garantir direitos, proteger a diversidade e fortalecer a democracia.

Produções culturais criam impacto econômico.

Censura gera insegurança jurídica: afugenta patrocinadores e destrói a economia criativa local . E isso é péssimo pro turismo, que parece ser a bola da vez. Quanta desconformidade de pensamente, não?

Por isso, eu me posiciono contra este projeto.

Porque um país que cala seus artistas está calando sua própria consciência, sua identidade, sua voz.