Uma semana cheia se atrações e contradições.
De um lado, uma guerra mimizenta em que as partes envolvidas ficam chorando nas redes sociais porque foram atacadas, acusando um ao outro de burlarem o acordo de guerra; fala sério, um acordo sobre o que pode e o que não pode ser usado numa guerra. Líderes com sérios problemas psiquiátricos brincando de War, com suas ações reverberando negativamente no mundo todo e querendo envolver cada vez mais gente nessa briga de péssimos condôminos que são. Haja!
O sucesso e midiatismo da viagem tripulada Artemis II, depois de décadas, reacendendo a polêmica da validade dos investimentos em pesquisas tripuladas na Lua. As mais novas fotos da Terra vista do espaço e um balde de água fría: os tripulantes não vão pousar no satélite natural da Terra, eis aí outro ponto chave das eternas discussões de que o Homem nunca pousou na Lua e que não teriam capacidade técnica de fazê-lo agora. Uma das propostas da missão é analisar os minérios preciosos que podem haver por lá. Puro interesse especulativo. E de novo uma nova questão? Quem autoriza a extração na Lua? Já que ela não pertence a um único país.
Semana de Páscoa, com o tema principal do evento deixado em segundo plano e os olhos em cima do chocolate. Pois é. Semanas atrás, uma publicação falando de um posicionamento sobre a produção de chocolate no país com a obrigatoriedade de diminuição de gordura hidrogenada e aumento de cacau. Claro que essa prática, mais saudável, terá impacto no valor final do produto e vai dar uma freada na produção de chocolate de menor qualidade. Mesmo assim, os pontos de venda continuam oferendo ovos a preços bem altos. Compare o preço de um ovo de 200 gramas e o valor da mesma quantidade de chocolate em barra ou bombons da mesma marca. É discrepante e parece que, mesmo assim, as pessoas se deixam levar pelo modismo e comoção provocados pelo marketing emocional. E nem vamos citar o valor do principal prato dessa semana, o famoso e delicioso bacalhau. Pouca gente sabe que bacalhau é o nome de um processo para salgar e curar alguns tipos de peixes, uma prática milenar usada para fazer a carne durar mais. E esse processo é famoso por manter prontas para consumo as espécies de peixe mais utilizadas nessa ocasião (Gadus, Pollachius, Molva e Brosma), resultado da tradição trazida por portugueses e aprimorada pelos brasileiros.
E assim vamos!
Nos vemos, nos lemos!



