segunda-feira, 20 de julho de 2026

Apito Final!

 

Imagem gerada por IA

Chega ao fim a maior Copa de todos os tempos. Repleta de surpresas, confusões, fair play, tecnologías,  influência política, bons jogos.

A primeira feita em 3 países distintos, envolvendo toda a América do Norte (apesar de mal distribuída em suas fases). A organização fala de economia na divisão entre paises, porém sem se importar ou questionar a viabilidade ecológica dos deslocamentos entre as sedes entre outras coisas.

Concentrando a maior parte dos jogos em estádios estadounidenses, equipes técnicas e torcedores enfrentaram a dureza e frieza das alfândegas, perdendo horas em filas de aeroportos e estádios.  Equipes técnicas e times  enfrentaram problemas diplomáticos e racismo com o anfitrião. 

Falo de Irã, países africanos, muçulmanos, profissionais pretos e de outras nacionalidades considerados não bem-vindos na terra do Tio Sam.

Sem dizer os valores absurdos dos ingressos, um padrão Fifa que deixou muito torcedor de fora.

Os anfitriões fizeram suas partes:

Canadá de forma bem modesta, um tanto estranha e fria em relação ao futebol, que não é um esporte popular por lá, a festiva realização mexicana e seu futebol veloz, cheio de vibrações e alegria e os E.U. com seus estádios adaptados para o futebol, com painéis milionários de led, porém sem cabines  que obrigaram os locutores das emissoras do mundo a encarar o calor escaldante do verão do hemisfério norte em tempos de mudanças climáticas durante as transmissões e desorganização de filas nos estádios.

Nenhuma das 3 seleções anfitriãs passou da segunda fase, tornando-se apenas realizadoras do evento.

Nem mesmo a intervenção vexatória e política do presidente  estadounidense junto à FIFA para cancelar um cartão vermelho de um jogador do time da casa surtiu efeito. A vergonha foi maior! Muita gente questionou o envolvimento da Federação em situações fora das linhas do campo de futebol. Por outro lado, foi  dentro de campo que muita falta não foi marcada, outras que existiram foram ignoradas, árbitros que pareciam confusos e situações em que ficaram claros alguns favorecimentos. 

Direito humanos desrespeitados quando se usa da visualização mundial do esporte pra falar e fazer protestos humanitários, seja em campo ou na torcida, velando a realidade fora dos campos também foi uma constante nos jogos.

Animais guris (polvo, pato, porco, cachorro, gato) fazendo suas previsões diante de cada grande partida.

Surpresas? Seleções de Cabo Verde, Noruega,  Egito, Marrocos, Curaçao, Japão, África do Sul, Congo, entre outros, que mostraram o crescimento de equipes fora dos holofotes futebolísticos chegando a resultados e posições inéditas revelando muitos de seus personagens.

França, Inglaterra, Espanha, Argentina , Portugal, Alemanha e Bélgica chegaram cotadas como possíveis campeãs, além da expectativa de supresas africanas e a Seleção Brasileira que refletiu o momento político da CBF e também se envolveu em polêmicas de  escalações sob patrocínio, futebol individualista, falta de inteligência emocional de grupo, bastidores de festas e bets.

De qualquer forma, o Brasil, na sua sexta tentativa pelo hexa, não foi esquecido. Esteve presente na final em dois momentos icônicos: na figuração da apresentação da cantora Madonna que surgiu num buggy pilotado por Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, pentacampeões, e no telão com uma imagem de IA e a fala real do tricampeão Pelé quando da sua despedida dos campos no mesmo estádio da final. Sinal de de um futebol de excelência e referência que não existe mais.

Outras apresentações com artistas da fama internacional também fizeram o show do intervalo na final, um modelo estadounidense de celebrar grandes finais.

Até a teoria da conspiração apareceu no campeonato e parece que acertou no resultado final com uma seleção de camisa vermelha. Porém, os extraterrestres não abduziram ninguém, nem apareceram, apenas alguns aviões da força aérea de lá que sobrevoaram estádios em datas específicas. 

O Mundial se revelou a Copa das tecnologias, da  pausa para hidratação, do VAR,  da IA de análise de impedimento, sensores de bola e, principalmente, na Copa dos goleiros, que tiveram participações fundamentais nos resultados fazendo defesas inimagináveis e bem técnicas, pegando bolas aéreas, rasteiras e cobrança de pênaltis desarmando grandes jogadores do campeonato. Por outro lado, algumas seleções apresentaram jogadores que auxiliavam diretamente nas defesas,  jogadores em múltiplas posições, uma verdadeira aula de jogo em equipe,

Também foi o mundial de grandes despedidas: Messi, Neymar, CR7, Modric, Vozinha, Neuer, Gordon, Ochoa, Javier Rodríguez, Sadio Mané, entre outros.

E a final chegou! Duas das favoritas se encontrarem em campo. Curiosamente, apresentam um jogo morno. Espanha domina e sufoca a Argentina e depois de muito tentar, conseguem o único gol válido do placar, fazendo da seleção espanhola a campeã de 2026, consolidando a hegemonía europeia, outro fator discutido na geopolítica do futebol.

Técnica versus jogo truculento. Garra versus equipe unida. 

Em 2027 será a vez do Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino e correr atrás de um título inédito pra Seleção Canarinho.

Que as teorias não se confirmem para 2030 e 2034 - assunto pra outra postagem.


Nos vemos, nos lemos.


quarta-feira, 1 de julho de 2026

Centenário da Morte do Conde de Moreira Lima


foto do Conde de Moreira Lima
otimizada por IA


Em julho, comemora-se o centenário de morte de Joaquim José Moreira Lima Junior, o Conde de Moreira Lima, o maior benfeitor da cidade de Lorena.

Falar da história dessaa cidade sem citar o Conde é contar uma história incompleta.

Falar do Conde de Moreira Lima  sem falar em benfeitorias, benevolência, investimento, empreendedorismo,  religiosidade, serviços públicos prestados à cidade  é contar uma história qualquer.

A vida do Conde está diretamente ligada à história da cidade, uma relação de amor e dedicação ao chão onde nasceu e viveu toda a vida. Vida essa que passou por fases importantes na História do Brasil:

- O auge e declínio do Segundo Reinado, testemunhando transformações fundamentais,

- Apogeu e crise do Ciclo do Café e à Industrialização incipiente no Vale, sendo pioneiro e visionário com a criação do Engenho Central, que contava com um ramal ferroviário próprio, já com um pé na tecnologia da época. 

- As transições das leis abolicionistas (Ventre Livre, Sexagenários, Lei Eusébio de Queiroz e Lei Áurea) e toda a insatisfação gerada pelos proprietários rurais,

- A Guerra do Paraguai.

- A transição do Império para a República, onde o prestígio dos títulos nobliárquicos foram substituídos por outros arranjos políticos, parte de um período dominado por elites agrárias  que não abalou sua proximidade com a família Imperial e mesmo assim, continuou a realizar obras sociais e filantrópicas. 

Uma história que ele fez acontecer e que, por desejo próprio, nunca quis ser esquecido pela terra a que tanto se dedicou, se ajustando às fases que aconteciam historicamente.

Vindo de uma abastada família, filho de pai português e mãe lorenense, recebeu uma educação compatível com as elites da época, Joaquim José Moreira Lima Junior logo se mostra inclinado aos negócios e, com inteligência, perpetua e amplia a fortuna da família trabalhando como investidor, fazendo às vezes de banqueiro, fazendo empréstimos às famílias e fazendeiros da cidade:

- Bom administrador que gerenciou fazendas da região, homem de negócios que se tornou fiel companheiro da mãe após viuvez,

- Acumulou funções administrativas e militares na cidade, fazendo seu nome se tornar cada vez mais  respeitado, somado à  gentileza e fino trato com os quais se relacionava com as pessoas, sem distinção de classe.

Amigo pessoal do imperador Dom Pedro II, que recebeu em sua casa, o solar dos Moreira Lima, com pompas e  circunstâncias, evento registrado com grandes elogios  à riqueza e aos bons serviços oferecidos, feitos pela própria Princesa Isabel, que pode ser conferido em anotações de seu diário pessoal, objeto histórico parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis.

Amante das artes, os saraus no casarão do Conde, um costume nobre da época, eram considerados os mais concorridos pela  sociedade da então.

Nascido em Lorena-SP, a 11 de junho de 1842, filho de Joaquim José Moreira Lima e Carlota Leopoldina de Castro Lima (Viscondessa de Castro Lima - um dos raros casos de titularidade pós morte do patriarca da família).

Quinto filho do casal, curiosamente Junior, por ter o mesmo nome do pai, um diferencial para a época sem grandes explicações.

1861: Torna-se alferes, aos 19 anos,  secretário do 20º Batalhão da Guarda Nacional de Lorena.

1864: É promovido a major ajudante-de-ordens na Guarda Nacional.

1867: Integra o grupo fundador da Santa Casa de Misericórdia de Lorena, atuando como secretário e depois provedor por mais de 40 anos.

1º de março de 1874: Recebe o título de Barão de Moreira Lima, concedido por D. Pedro II.

1875: Inicia a construção do Santuário de São Benedito (inaugurado em 1884 com a presença do Imperador D. Pedro II, a Princesa Isabel e o marido, Conde D'Eu) em terreno doado pelo irmão. A inauguração foi um dos maiores eventos sociais de Lorena e da região. Curiosidade: a igreja de S. Benedito foi inaugurada com a imagem de Santo Antônio no altar mor, devido a um atraso de entrega da encomenda original. Seus restos mortais e de sua esposa jazem embaixo do altar-mor de acordo com seu testamento.

24 de outubro de 1879: Casa-se com sua sobrinha Risoleta de Castro Lima (sem filhos), por imposição do irmão mais velho, Antônio Moreira de Castro Lima, o Barão de Castro Lima; não seria de bom tom um homem da envergadura social e política do Conde seguir solteiro àquela altura da vida. Porém, a vida matrimonial do casal não era a mais exemplar. Segundo histórias não oficiais, o casamento arranjado, a diferença de idade, o temperamento do Conde, a paixão reprimida da sobrinha por outro nobre de inclinação política contrária a da família não colaboraram para a harmonia do casal. Risoleta, então, toma medidas drásticas , permitindo-se adoecer, até vir a falecer no Rio de Janeiro, de tuberculose, em 1895.

1881: Torna-se diretor da Sociedade Anônima Engenho Central de Lorena. Uma visão futurista com a mudança do enfoque econômico da região, passando da cafeicultura para a cana de açúcar. Essa Sociedade Anônima era composta por Joaquim José Moreira Lima Júnior, o Conde de Moreira Lima; pelo irmão deste, Antônio Moreira de Castro Lima, o Barão de Castro Lima e os sobrinhos de ambos, o Comendador Arlindo Braga e o Comendador Francisco de Paula Vivente de Azevedo, futuro Barão da Bocaina. Entre altos e baixos da produção, qualidade e escoamento do produto, questões financeiras, o Engenho encerra suas atividades em 1896.

1882: torna-se Oficial da Ordem da Rosa - Grau concedido a militares e civis por fidelidade ao Imperador e serviços ao Estado.

24 ou 28 de abril de 1883: Condecorado Visconde de Moreira Lima.

14 de janeiro de 1884: torna-se Comendador da Ordem de Cristo. Durante o Império, existiu a Imperial Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, concedida por D. Pedro I e D. Pedro II para serviços prestados ao Brasil.

Os muitos serviços prestados à Igreja naquela época marcavam o compromisso de uma família para com a religiosidade, mas também tinha um significativo propósito de status social. 

1886 - com a visita da Família Imperial ao casarão dos Moreira Lima , abre-se o Livro de Ouro para custeio da reforma da Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade que conta com uma vultuosa contribuição da Viscondessa de Castro Lima, doação e ampla promoção do próprio Conde para que a sociedade local participasse com donativos que culminaram em uma rica obra encomendada a Ramos de Azevedo, entregue em 1890.

7 de maio de 1887: Recebe o título de Conde de Moreira Lima.

No Brasil Império, os títulos de nobreza não eram hereditários, eram vitalícios e concedidos por mérito ou serviços prestados ao Estado.

A concessão de títulos nobliárquicos (Barão, Visconde, Conde, Marquês e Duque) era uma preorrogativa exclusiva do Imperador.

Os cafeicultores conquistaram títulos de nobreza principalmente através de  mérito e prestígio econômico, e não por compra direta, embora a riqueza fosse um pré-requisito fundamental. O Imperador D. Pedro II concedia essas honrarias (como Barão e Visconde) para reconhecer serviços prestados ao Estado, fortalecer alianças políticas com a elite agrária e apaziguar fazendeiros em momentos de transição, como durante a abolição da escravidão.

15 de novembro de 1890: Recebe a Comenda da Ordem de São Gregório Magno do Papa Leão XIII, concedida para reconhecer serviços pessoais extraordinários prestados à Igreja Católica e à Santa Sé, além de premiar exemplos de vida cristã em diversas comunidades. 

Fundado oficialmente em 1890, o Colégio São Joaquim, se instala na cidade,  um incentivo certeiro do Conde de Moreira Lima sobre o quão importante era a vinda de uma instituição de ensino salesiano naquele momento histórico do País, fazendo de Lorena um pólo regional atrativo de educação de qualidade e renome.

1904: Mantém o Asilo São José, fundado por seu sobrinho José Vicente de Azevedo.

De 1912 até sua morte, foi principal esteio da Sociedade de São Vicente de Paula.

1922 - Na então capital da Brasil, Rio de Janeiro, começava a construção do mais icônico símbolo daquela cidade e do País: o Cristo Redentor, que terminou em 1931. 

2 de julho de 1926: Falece em Lorena-SP, aos 84 anos, vítima de um acidente com sua carruagem na passagem de nível no centro da cidade, que o deixa em condições de saúde delicadas, decorrentes da fratura exposta sofrida, que se arrasta por meses até sua morte. Curiosa ou propositalmente, pediu para que fosse cuidado no Asilo São José, fato inusitado devido sua importância social. Tal comportamento conferiu ao asilo um status diferente e exigiu uma adaptação necessária para atender o ilustre interno. Ainda assim, existem teorias de que sua morte pode ter sido arranjada (briga política) e não acidental.

Em testamento, doa sua imensa fortuna a instituições locais, fortuna essa que poderia sustentar a instituição hospitalar até os dias de hoje, tamanha vultuosidade do montante.

Após sua morte, o casarão, parte do espólio da Santa Casa de Lorena,  cumpre a decisão testamental de virar uma instituição de ensino: o Instituto Santa Carlota, voltado para a educação de meninas ricas brancas até  se tornar sede da secretaria municipal de Educação e, posteriormente, Cultura, prédio tombado pelo Condephaat em 15 de setembro de 1962, que enfrenta no momento um lento, arrastado e burocrático processo de restauro.

A vida do Conde também traz informações não confirmadas sobre seu caráter:

- Por trás de toda doçura e benevolência, existia um homem de hábitos curiosos e difícil temperamento; 

- Um político favorável à monarquia, amigo pessoal do Imperador, que pode ter causado dissabores políticos locais numa época de transição para a República.

- Posicionamento anti escravagista, embora sem fontes oficiais, possa ser interpretado pelas benfeitorias feitas em favor aos escravos livres: a construção da Igreja Nossa Senhora do Rosário e o Asilo São José para acolher os pretos alforriados. O casarão da família não possui senzalas e fala-se de um antigo funcionário, ex-escravo que teria trabalhado com o Conde até o fim da vida como forma de gratidão.

Apesar da importância do Senhor Joaquim José Moreira Lima Junior, o Conde de Moreira Lima, maior benfeitor e mola propulsora do progresso de Lorena, ainda existem poucos registros oficiais de todos seus feitos e, principalmente, da sua vida social, exceto alguns poucos jornais da época caso ainda hajam exemplares arquivados.

Talvez, sem os incentivos do Conde, Lorena poderia não ter atingido o desenvolvimento que tem hoje  e seria mais uma pequenina cidade esquecida na região do fundo do Vale do Paraíba, apesar de sua localização geográfica estratégica entre as principais cidades do país.

É impossível negar a importância desse grande lorenense e sua dedicação à cidade nas mais diversas áreas.

Que a cidade faça valer toda essa dedicação e nunca deixe apagar a história de seu mais ilustre e importante filho, assim como ele desejou e tanto realizou por isso.


Fontes: IEV, Wikipédia, Site Oficial da Prefeitura Municipal de Lorena, FUNSAI (Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga), Site do Museu Vicente de Azevedo, Blog do Diego Amaro, O Lorenense, Almanaque Urupês, Blog Nos passos do Imperador, Blog Os Lorenas, Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSC), Voluntarios.com.br, FamilySearch, Parentesco.com.br

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Luzes na mata: Mistério no Paraná!

imagem gerada por IA

O último dia de maio ficou marcado por um fato que dividiu a internet brasileira entre crentes, céticos e curiosos: o registro de um suposto objeto voador não identificado nos arredores de um sítio isolado em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.

O protagonista da história é Mayk Leão, jovem influenciador digital conhecido por produzir conteúdo sobre resgate e cuidado de animais abandonados, que vive com dificuldades financeiras em uma propriedade cercada de mata fechada. Tudo começou quando sua atenção foi atraída pelo comportamento atípico de seus animais (aves e cavalos), Percebeu que uma cerca elétrica estava rompida e sons estranhos que descreveu como um rosnado, um engasgo e uma presença inexplicável.

Alerta, passou a observar o entorno. Ao cair da tarde, da varanda de sua casa, filmou com o celular o que parecia ser um objeto luminoso pairando sobre os morros ao fundo, a aproximadamente cinco quilômetros de distância. Estimou que o objeto tivesse entre 30 e 50 metros julgando a distância.

O registro, feito em várias tomadas ao longo de 20 a 40 minutos, incluindo o sobrevoo sobre a residência, viralizou rapidamente. O caso foi acompanhado e repercutido por estudiosos de ufologia, especialistas em análise de imagem, um explorador que percorreu a região sem encontrar vestígios de estrutura humana, e por uma pesquisadora que considerou o comportamento do rapaz e a forma de obtenção das imagens compatíveis com uma testemunha sem experiência no tema. Nenhum dos especialistas consultados identificou manipulação digital.

A repercussão chegou às instâncias oficiais. A Força Aérea Brasileira, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), emitiu nota informando que nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea no dia 31 de maio, e que aeroportos locais não reportaram ocorrências. Foi divulgado nas redes um documento que, segundo Mayk, teria sido enviado por um agente da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) solicitando uma reunião sobre o caso, desmentido posteriormente. Mais uma camada de mistério adicionada a um episódio que já não faltava em ingredientes.

Não tardaram especulações, brincadeiras e curiosos invadindo a propriedade, para o desconforto do rapaz. 

Esse conjunto de reações — do entusiasmo ao descrédito, da análise séria ao escárnio — não é novidade para quem acompanha o tema. Os grupos de pesquisa ufológica já convivem com o estigma de pseudociência, com a ausência de evidências consideradas palpáveis pelos critérios científicos convencionais. E quando surge um registro com essa abrangência, o acolhimento institucional simplesmente não vem.

Entre o mistério e o pouco caso, esse episódio parece caminhar para o mesmo destino de tantos outros: engrossar o rol de casos sem conclusão oficial, ao lado do ET de Varginha, o mais emblemático da ufologia brasileira.

Que algo foi filmado, o vídeo mostra. O que é esse algo, ninguém ainda respondeu com autoridade. Somos os únicos seres vivos deste universo ou desta dimensão? Sustentar essa certeza, diante de tudo que ainda não sabemos, parece mais um ato de fé do que de razão.

E você, o que me diz?

*Atualização: o mesmo caso e o mesmo tipo de objeto registrado no Paraná, agora no Amazonas, Santa Catarina e São Paulo. Coincidência: sempre perto de rios. 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Zero a Zero

 

imagem gerada por IA

Quem me acompanha aqui sabe que eu quase nunca falo de futebol. Não sou nenhum expert e nem faço parte dos 220 milhões de técnicos espalhados Brasil afora, nem sei escalação e só conheço alguns nomes famosos de tanto serem repetidos em programas esportivos ou alguma treta em que eles se envolvem.

E o que me traz aqui, é algo que acontece a cada quatro anos, sempre sob o mesmo discurso, diria ladainha.

A bendita escalação da Seleção Brasileira para mais uma Copa do Mundo!

Esse ano a ser realizada em todo a América do Norte (Canadá, E.U.A. e México). Particularmente, diante do cenário de conflito pelo qual o mundo passa, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, guerra de poderes e o risco de retaliações, eu não acho de bom tom que as principais etapas do Mundial sejam realizadas no E.U.A. Não podemos nos deixar levar pela comoção desse evento esportivo e esquecer os imbróglios mal resolvidos entre um dos anfitriões e outros participantes do torneio.

Mas, esse não é meu objetivo aqui. Minha chateação, na verdade, é sobre um hábito aculturado: A Seleção de um homem só! Vangloriar um atleta em detrimento de outros. A eterna mania de fazer Seleção de apenas um jogador, seja Neymar, Cafu, Romário, Ronaldo, Rivaldo, Kaká, Zico, cada qual expoente de sua época. Com o fardo deixado sob os ombros de um único jogador em campo. E a equipe? Nunca se valorizou o trabalho de equipe deixando os louros da fama para apenas um personagem, como se os demais fossem coadjuvantes.

Nesse tempo, outras seleções avançaram em matéria de estratégia e investimento em trabalho em equipe; a tática mudou, o intercâmbio de jogadores e técnicos (e suas técnicas) fez com que a malemolência e gingado deixassem de ser um atributo exclusivo de poucos times, incluindo a nossa seleção. O futebol virou tática, estratégia planejada e ensaiada, estudo do adversário, produto de marketing.

Enquanto o mundo se prepara com essa nova maneira de fazer futebol, a gente não pode ficar perdendo tempo e mídia com o tema sobre a convocação de um ou outro atleta como se fosse a solução da lavoura. E o time, e os demais jogadores?  Não se faz milagre com um jogador em campo. Esse endeusamento precisa acabar, senão a participação no mundial pode ficar muito aquém das expectativas e das participações históricas.

A população já não se mostra tão confiante assim e os índices percentuais desse descontentamento já passam de 70%, segundo a Datafolha (abril/26)

Isso não quer dizer que não torcerei pela minha Seleção, mas confesso que o meu ânimo para tal é um dos mais baixos das últimas Copas, sem criar expectativas.

Vamos deixar passar e eu volto aqui para parabenizar ou confirmar que a gente não fez a tarefa direito.

Nos vemos, nos lemos!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Orbe brilhante

 

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Já era alta madrugada, uma sensação me acorda lentamente, percebo que não estou sozinho e estranhamente sinto uma respiração bem próxima ao meu rosto. Gelei!

Quem e o que seria? Permaneço imóvel de barriga pra cima, olhos fechados . Meu coração a mil, era possível ouví-lo acelerado naquele quarto silencioso. Sinto que aquela sensação se afasta de mim.

Corajosamente e aos poucos , vou abrindo lentamente os olhos e vejo uma pequena esfera que parecia uma orbe de led do tamanho de uma bolinha de gude pairando no ar bem em frente ao meu rosto. Nenhum som, nem cheiro, nenhuma presença a mais naquele quarto na madrugada silenciosa e fria em meio à pandemia.

Ainda deitado de barriga pra cima, acompanho o movimento leve daquela pequena bolinha luminosa que flutua no ar, dentro do meu quarto. Aos poucos, a bolinha vai se movimentando lentamente, eu, aos poucos, vou me mexendo na cama, me arrumando pra sentar, tudo em movimentos lentos, ao ritmo dessa esfera, orbe, bolinha, o que quer que seja.

A bolinha vai lentamente flutuando em direção à janela, vai ficando sutilmente menor. Já sentado na cama, tenho alcançá-la enquanto escapa, brinca ao redor da minha mão sem me tocar. E continua seu curso lento e flutuante sentido janela. Diminuiu mais e já bem pequenina, atravessa a veneziana, lentamente.

Imediatamente levanto e corro pra janela, que dá para o quintal. Abro e não vejo nada além da noite nublada e de uma lufada de vento mais frio da madrugada.

Fecho a veneziana, volto pra cama, sento e tento racionalizar o que teria sido aquilo. Deito, me ajeito, fico de lado olhando pra veneziana com os olhos acostumado à escuridão. Lá fora, temperatura mais fria, sem barulhos de nada, uma noite absolutamente silenciosa.

Adormeço.


segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ter pra ser!

 

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Quem nunca observou programas televisos que promovem gincanas, verdadeiras maratonas físicas e mentais, com famílias em troca de dinheiro e ou prêmios, mesmo que isso custe muita exposição de dramas íntimos e choro? Aliás, quanto mais choro tiver, melhor. Parece que audiência se alimenta de lágrimas alheias. Alguns casos chegam a ser uma verdadeira lavanderia de dramas particulares e gatilhos que são exploradas ao máximo, espremidos até a última gota.

Colocam os participantes em níveis altos de estresse e depois lançam perguntas simples em que a resposta é comprometida pelo estado mental daquele momento, afinal, transitar desse patamar para a lógica é uma caminho que exige muita inteligência emocional no pouco tempo disponível, fora o nervosismo que o momento televisivo impõe e o cenário imposto: locutor que fica em cima falando sem parar e aquela música de suspense de trilha sonora mais a pressão da plateia. Nem questiono nível de conhecimento pois essa variável é enorme e não quero ser preconceituoso.

E chamam isso de entretenimento!

Geralmente, esses programas são patrocinados por grandes lojas do varejo em que a oferta dos prêmios, produtos atuais, atiçam o desejo de consumo. A qualquer custo, parece!

Embora não seja minha área, parece que o valor montante dos prêmios ofertados não chega a uma parcela considerável dos custos de uma publicidade televisa daquele tamanho, mais o custo emissora, sabidamente elevados, milionários até. Isso levando em conta que nem todo participante consegue levar 100% dos prêmios. 

Outro ponto curioso que chega por depoimentos dos participantes é o desejo por itens caros, de marcas famosas, tops de linha, como se fosse obrigatório ter aqueles bens  para serem aceitos, onde a posse desses bens de consumo serve de ingresso àquele grupo, alguma forma de pertencimento. E itens de uso comum pessoal ou de uma casa ficam em segundo plano ou totalmente descartados. Os depoimentos são claros: o notebook do meu irmão, o smartphone do meu pai, a geladeira duplex da minha mãe, o microondas, o ar condicionado, isso e aquilo. Não que as pessoas não mereçam isso. Longe disso, afinal vivemos uma sociedade em que o fosso entre as realidades é largo e profundo,  mas onde somente um lado dita as regras para esse pertencimento.

Para ser isso, tem que ter aquilo. E isso é massivamente bombardeado na mídia: dos grandes lançamentos, das publicidade explicitas, do merchandising de conteúdo gerando valor, merchandising indireto até às subliminaridades inseridas em falas, gestos, imagens ou bordões que ganham popularidade.

E a gente vê nesse público justamente o resultado dessa massificação de propaganda, onde a posse de determinadas marcas te colocam num patamar de igualdade, te empoderam de algo. As pessoas se tornam divulgadores ou outdoors ambulante, nem que seja um item pirateado, outro lado importante desse jogo que enriquece uma fatia gorda do mercado. Não vou falar de ações lícitas , pois abre um leque de considerações para ambos os lados desse mundo mercadológico: piratear uma marca é tão lícito quanto manipular uma parcela da população? Eis a questão! Uma delas, aliás.

E que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu atraído por um determinado bem que vem de encontro com as necessidades, todas elas, da utilidade do produto quanto ao status, mesmo que, momentâneo, que isso gera.

Sem dizer que isso tem outro valor. O custo final! Muitas vezes fora da realidade.

E há quem tire onda desse propósito. Existe uma marca internacionalmente badalada e cultuada que vende bens de vestuário e acessórios por valores estratosféricos, convertidos em reais, onde um tênis rasgado, um saco plástico, caixas de papelão ganham muitos zeros no valor final. E há quem compre defendendo o conceito! 

Não há nenhum problema em consumir produtos que nos facilite o dia a dia, que tenha utilidade , beleza, custo justo e que seja possível adquirir como fruto do nosso trabalho sem grandes manobras de sobrevivência, principalmente aqueles com tempo de vida limitada: obsolescência programada, tópico pra outra postagem.

A questão é mais de bom senso e critérios e que nem tudo vale uma exposição em rede nacional.

Nos vemos, nos lemos!



sábado, 11 de abril de 2026

Voltamos à Lua....ou nunca saímos da dúvida?

                             fotos: @nasa Instagram 


Sem dúvidas, a manchete dessa semana é o sucesso da missão Artemis II, que levou 4 astronautas ao ponto mais distante já alcançado pelo homem no espaço, dando uma volta ao redor da Lua, registrando e revelando seu lado oculto, testemunhando um eclipse solar e reforçando a beleza da Terra vista do espaço.

Uma missão que foi usada para testes de uma nova viagem tripulada à Lua, prometida para os próximos anos, onde o homem vai tocar novamente o solo lunar, após mais de 50 anos da última caminhada de um astronauta no satélite natural do planeta Terra. Uma missão oficialmente divulgada como teste de sistemas tripulados, teste de manobras manuais, teste do sistema de comunicação a laser com otimização de velocidade, validação e resgate de recuperação, sobrevoo de observação, avaliação de radiação em ambientes hostis, testes de hardware e outras pequenas missões, como consertar o vaso sanitário milionário a bordo, um dos pequenos percalços enfrentados pela tripulação.

Teorias da conspiração em ação afirmam que uma das missões secretas era fazer estudos de imagem do solo lunar em busca de água e metais preciosos escassos no planeta Terra e, quem sabe, a instalação de uma futura base lunar de extração.

Outros teóricos mais radicais questionam que essa missão não é um retorno à Lua, porque não houve pouso, e reacendem uma polêmica acatada por um considerável percentual da população mundial de que o homem nunca pisou lá e que as missões Apollo foram testes militares em plena Guerra Fria, onde a encenação do pouso do homem na Lua teria sido para mostrar ao mundo a capacidade tecnológica dos EUA diante da tão poderosa URSS, com quem dividia as conquistas daquela era espacial.

Um dos pontos dos questionamentos é justamente por que, depois de tantos prováveis sucessos obtidos nos anos 60 e 70 com missões tripuladas à Lua, teriam que começar do zero para avaliar tempo, possibilidades, manobras, comunicação e segurança de um pouso e retorno, considerando o fosso tecnológico das duas épocas. E os estudos posteriores a essa fase? E os estudos que permitiram que as sondas Voyager I (essa a 1 dia luz de distância - 25 bilhões de km) e II, que são os primeiros objetos criados pelo homem a estarem a bilhões de quilômetros, ainda enviem sinais? E as experiências dos ônibus espaciais, dos passeios soltos ao redor do planeta sem qualquer conexão com os satélites, entre outros?

Teóricos afirmam que um simples smartphone de hoje em dia tem muito mais tecnologia que as missões Apollo. Eis a questão!

Por outro lado, a gente pode pensar que as antigas missões foram extremamente corajosas, de alto risco de falhas, e que os astronautas dessas missões foram verdadeiros heróis, sendo que o principal concorrente da época nunca levou um cosmonauta a passear no satélite natural.

Gagarin, revelou a cor azul da Terra; Tereshkova, a primeira mulher cosmonauta a dar uma volta ao redor da Terra;  tristes experiências que falharam, desde a missão perdida com a cadela Laika, o astronauta esquecido no espaço, a explosão da Challenger em 1986 e, mais recentemente, testes que falharam na decolagem e no retorno de foguetes reutilizáveis. O erro faz parte das bilionárias missões.

Realmente interessante pensar a respeito disso por esse ponto de vista.

O fascínio pela Lua voltou à tona ultimamente com divulgações de imagens mais detalhadas e mais realistas, com alta resolução, revelando, inclusive, novas cores da Lua.

Considerando a viagem um evento real, a experiência vivida pelos 4 tripulantes da missão Artemis II e sua divulgação é, de fato, uma reconexão com as grandes conquistas espaciais, eventos que estavam um tanto quanto esquecidos. O apagamento do brilho do comboio da Starlink, a pedido da comunidade científica internacional, o desinteresse pela ISS por ser rápida e nem sempre visível, as descobertas do telescópio espacial James Webb reforçam um certo desinteresse geral, pois as missões adotaram uma característica mais científica, sem apelo popular, de linguagem técnica e fria, sem a emoção de participação no evento.

A missão Artemis II resgata esse olhar para a “nova Lua”, para a própria Terra e toda a logística de uma ida e volta ao espaço, onde qualquer ponto é tão crucial quanto outro, de extrema complexidade: preparação, lançamento, órbita, trajeto, o tempo de 42 minutos sem contato com a base durante o contorno da Lua, a viagem de volta, a reentrada na Terra, o mergulho no mar e o resgate.

Sabemos que muitos estudos de preparação, em breve, se tornarão novas tecnologias que farão parte da rotina. Incluindo a O2O, uma tecnologia de transmissão a laser que foi usada para enviar as imagens digitais da Lua e da Terra sem o uso de wi-fi e que promete revolucionar.

Ainda continuamos conhecendo mais do espaço do que de regiões do próprio planeta onde vivemos, por uma questão de tecnologia disponível, o que pode ser considerado uma dicotomia interessante, e não falta de interesse. O estudo de ambos fornece condições para melhores adaptações da vida aqui e das mudanças às quais estamos sujeitos em um planeta vivo.

Muito ainda vai se falar dessa missão, das fotos atualizadas do planeta visto do espaço, da especulação de quanto ganha cada astronauta, do porquê de missões com tripulação mista, dos detalhes da chegada, das muitas imagens da reentrada na atmosfera — um espetáculo à parte —, da recuperação dos astronautas e dos efeitos da falta de gravidade sobre o corpo humano, entre muitos tópicos que serão exaustivamente explorados.

A NASA também conta com uma poderosa rede de marketing que, por um bom tempo, vai deixar em segundo plano realizações da ESA, da agência espacial russa, japonesa, chinesa, das missões conjuntas, incluindo o Brasil com o retorno de atividade na base de Alcântara, no Maranhão, e demais países que, aos poucos, desenvolvem estudos espaciais, desviando o foco de muitos assuntos importantes.

Enquanto isso, a gente vai se divertindo com essa massagem no ego de que o ser humano é poderoso, que a inteligência humana permite realizações inimagináveis, que tornam a ficção científica parte do cotidiano em que somos mais que espectadores.

Nos vemos, nos lemos!

sábado, 4 de abril de 2026

Artemis, Chocolate, Guerra e Bacalhau!



Uma semana cheia se atrações e contradições. 

De um lado, uma guerra mimizenta em que as partes envolvidas ficam chorando nas redes sociais porque foram atacadas, acusando um ao outro de burlarem o acordo de guerra; fala sério, um acordo sobre o que pode e o que não pode ser usado numa guerra. Líderes com sérios problemas psiquiátricos brincando de War, com suas ações reverberando negativamente no mundo todo e querendo envolver cada vez mais gente nessa briga de péssimos condôminos que são. Haja!

O sucesso e midiatismo da viagem tripulada Artemis II, depois de décadas, reacendendo a polêmica  da validade dos investimentos em pesquisas tripuladas na Lua. As mais novas fotos da Terra vista do espaço e um balde de água fría: os tripulantes não vão pousar no satélite natural da Terra, eis aí outro ponto chave das eternas discussões de que o Homem nunca pousou na Lua e que não teriam capacidade técnica de fazê-lo agora. Uma das propostas da missão é analisar os minérios preciosos que podem haver por lá. Puro interesse especulativo. E de novo uma nova questão? Quem autoriza a extração na Lua?  Já que ela não pertence a um único país. 

Semana de Páscoa, com o tema principal do evento deixado em segundo plano e os olhos em cima do chocolate.  Pois é.  Semanas atrás, uma publicação falando de um posicionamento sobre a produção de chocolate no país com a obrigatoriedade de diminuição de gordura hidrogenada e aumento de cacau. Claro que essa prática, mais saudável, terá impacto no valor final do produto e vai dar uma freada na produção de chocolate de menor qualidade. Mesmo assim, os pontos de venda continuam oferendo ovos a preços bem altos. Compare o preço de um ovo de 200 gramas e o valor da mesma quantidade de chocolate em barra ou bombons da mesma marca. É discrepante e parece que, mesmo assim, as pessoas se deixam levar pelo modismo e comoção provocados pelo marketing emocional. E nem vamos citar o valor do principal prato dessa semana, o famoso e delicioso bacalhau. Pouca gente sabe que bacalhau é o nome de um processo para salgar e curar alguns tipos de peixes, uma prática milenar usada para fazer a carne durar mais. E esse processo é famoso por manter prontas para consumo as espécies de peixe mais utilizadas nessa ocasião (Gadus, Pollachius, Molva e Brosma),  resultado da tradição trazida por portugueses e aprimorada pelos brasileiros. 

E assim vamos!

Nos vemos, nos lemos!


quarta-feira, 25 de março de 2026

A Guerra não acabou, só mudou de forma!

 


Estamos, mais uma vez, vivendo os horrores das guerras, espectadores forçados de uma logística política e estratégias leoninas pelo poder, em nome de democracia, paz e Deus, leia-se poder e riqueza.


E ainda sofrendo direta e indiretamente com as consequências dessa demonstração de falta de argumentos , vontade e uma necessidade de mostrar o poder bélico.
Nem vou mencionar os conchavos absurdos que são feitos em apoio e uma inércia aparente das instituições internacionais de manutenção da paz que andam em ritmo inversamente proporcional à destruição causada. E vamos combinar, absurdo haver um acordo de guerra em que se define quais armas podem ser usadas?

Não faz o menor sentido lógico, inteligente. O que antes era um terror, os mísseis chamados inteligentes, que perseguíam aeronaves e certeiros em alvos fixos, hoje  são armas piores, drones,  mísseis hipersônicos,  bombas que se fragmentam em bombas menores e a temível bomba termobárica, que deixa vestígios mínimos, nem mesmo sobras humanas para que familia e amigos sepultem os corpos. Sem dizer na bomba do holocausto, já testada, chamada Tsar e outros equipamentos nucleares com poder de dizimar a vida na Terra.

Será que os "poderosos" não pensam que basta destruir metade da Terra e que isso afeta a vida deles também? Ar e água contaminados, no mínimo.


Um dos focos, na data de hoje, é o escoamento de boa parte da produção mundial de petróleo pelo estreito de Ormuz, que está em meio ao conflito e cenário de ataques a navios aliados. Cheguei a pensar e comentar: Os países riquíssimos produtores de petróleo daquela região, que amam obras faraônicas, desafios tecnológicos , arquitetura de ponta e não se importam em gastar e ostentar, ou nem sentir, bilhões de petrodólares na construção de megalópoles no deserto, ilhas artificiais, sistemas de dessanilização da água do mar entre outras megalomanias.


Bem que podiam se unir e construir um canal, a exemplo de Suez , Panamá e Kiel, cortando a península de Musandam, pelo território dos Emirados, já que Omã não tem um posicionamento político mais firme, e fazer uma rota alternativa para não passar pelo estreito de Ormuz.

Com certeza, gastarão bem menos que os países gastaram até hoje com armamento bélico.
O conflito chacoalha o mundo, que ainda depende de energia fóssil , no caso gás e petróleo, pra se movimentar.


E ainda menciono que os investimentos em energias renováveis ainda não estão de acordo com a necessidade da produção mundial e nem mesmo  de acordo com a consciência global de uso energias limpas; ainda sai caro em detrimento de políticas que não avançam favoravelmente.


O Brasil perde uma chance de um salto significativo no mercado mundial, pois tem uma produção de óleo bruto suficiente para o mercado interno e venda, mas ainda engatinha, talvez preso por negociações desfavoráveis, falta de incentivos ou outros quanto o refino do mesmo.

Ainda dependendo ainda de grandes importações, do desenrolar dos imbróglios políticos externos, como se a realidade fosse um enorme tabuleiro do velho jogo War. E com a extensão territorial do Brasil , parece não haver grandes incentivos e realizações de parques eólicos e de energia solar em grandea escalas, apenas pequenas implantações aqui e ali.


Até quando? Não sabemos.


Mas voltando à lógica ilógica da guerra , chega a ser inadmissível que exista, acordos e apoios prós, independe do tamanho de conflito que exista, seja ele midiático como E.U. com Irã, Rússia com Ucrânia,  conflitos políticos, religiosos , econômicos, conflitos híbridos, disputa de recursos, insurgências, guerras civis que encontram campos de batalha em vários locais do mundo nesse exato momento. Sejam guerras espetaculosas, mostrando mísseis riscando o céu, contra ataques dos sistemas de proteção antiaéreo, da infelicidade de ver cidades dizimadas, vidas atingidas diretamente,  história da humanidade dilacerada, locais sendo destruídos, memórias apagadas, sejam conflitos pela conquista de uma vida mais digna.


O mundo continua fragmentado nesses conflitos  simultâneos, alguns midiáticos e outros invisíveis. 

Até a guerra tem seu marketing de divulgação.
E assim caminha a Humanidade !


Nos vemos, nos lemos!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Orelha & Nina

 


Dois casos semelhantes separados por mais de 1000km de distância.

Enquanto a cadela Orelha, adotada pela comunidade da Praia Brava em Florianópolis, era impiedosamente agredida e morta por 4 fedelhos manezinhos mimados e mal criados, filhos da alta sociedade Florianopolitana, em Lorena, no Vale do Paraíba paulista, Nina, outra cachorra de rua, adotada por frentistas de um posto do centro da cidade , era igual e covardemente agredida por um motociclista que desferiu chutes em sua barriga, fazendo com que necessitasse de uma cirurgia.

Logo, o caso de Florianópolis ganhou repercussão nacional, com intervenção de políticos da capital catarinense no caso e a exposição dos agressores com fotos e nomes nas redes sociais, bem como dos estabelecimentos comerciais pertencente às suas famílias, com pedidos de boicote, incluindo um hotel de renome da cidade.

Enquanto isso, numa escala menor, os frentistas do posto de combustível em Lorena,  fizeram uma rifa para cobrir os custos dos cuidados com Nina, com um significativo sucesso. Uma rifa de preço popular com premiação de 100 litros de combustível para o vencedor, que não chegou a estampar grandes mídias, mas mobilizou a sociedade local. Diferente de outros muitos casos que passam despercebidos e sem projeção, esse tipo de crime contra animais vem aumentando e ganhando mídia. Quem não se lembra do caso do cavalo que teve as patas amputadas pelo seu dono em Bananal, no fundo do Vale Histórico?

Na mesma velocidade, o caso de Orelha, a cachorra de Florianópolis, ganhou mais destaque nas mídias e até projeção internacional.  Os autores estão sendo mantidos cristalizados a sete chaves por suas famílias, com medo de retaliações. Alguns deles com a premiação de uma viagem ao exterior para esperar a poeira baixar e agora surge a denúncia de coação às testemunhas do caso. Mas a lei há de prevalecer e os responsáveis responsabilizados pela brutalidade. Enquanto isso, espera-se que se identifique o motociclista de Lorena para igual ação da lei.

Especialistas em comportamento humano alertam para esses sinais de psicopatia que se desenvolvem nas pessoas e que essas atrocidades são experimentadas em animais antes de serem experimentadas em humanos, considerando alguma impunidade e aumentando a vulnerabilidade de pessoas diante de casos como esse.

O assunto é sério. Não são apenas  casos pontuais,  isolados, de violência contra dois animais de ruas, dóceis, adotados, que viraram objeto de descarrego de ira alheia e sim, mostra o quão doente as pessoas andam e  o quanto nossa sociedade padece e tem que conviver com isso. Não se deve normalizar a atitude cruel do motociclista e nem o sadismo de uma ação de um grupo de moleques mimados, mal criados e sem noção. Essas pessoas estão doentes e precisam, além da punição pelos crimes cometidos, de tratamento profissional para evitar que amanhã, outros animais ou mesmo pessoas do convívio  sejam manchetes, vítimas de outros crimes hediondos. 

*atualizando: como se não bastasse, mais uma notícia envolvendo maus tratos. Em Igarapava, no interior de SP, um homem arrasta por 7km, até a morte, uma cadela prenhe de 10 filhotes que estava amarrada no para-choque de seu veículo. E o mais triste, o agressor passou por audiência de custódia e aguarda o processo em liberdade. Até quando?

Nos vemos, nos lemos!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Censura disfarçada de Projeto!

imagem de IA


 

O que está em debate aqui não é proteção da infância,  é a censura.

E censura, na história do Brasil, nunca foi sobre moralidade, sempre foi sobre poder.

Toda vez que um governo ou um grupo tenta controlar a arte usando o discurso da “sexualização”, o resultado é o mesmo: perseguição política, silenciamento e medo.

Nós já vimos isso e, mais uma vez, a roda da história se repete.

Vimos quando o samba era chamado de indecente, o candomblé era criminalizado, o indígena era preguiçoso, o hiphop coisa de bandido, etc .

Vimos quando artistas, escritores e professores foram perseguidos na Ditadura sob o pretexto de proteger a família brasileira.

O Brasil já tem leis para proteger nossas crianças, tem classificação indicativa, tem o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O que falta não é legislação , o que falta é honestidade. O que falta é fiscalização! Se não me engano vereadores são "fiscais da população que representam".

Esse tipo de projeto não protege ninguém.

Ele apenas cria um instrumento para que qualquer produção cultural seja punida quando não agrada a um grupo político ou ideológico específico e como cortina de fumaça pra outras temerosas transações. Fiquemos atentos aos bastidores.

Quem decide o que é “sexualização”? Quais parâmetros? O que julga? Quem julga: um político, um comitê, uma igreja? Quem se responsabiliza?

Quem garante que essa lei não será usada para perseguir artistas negros, indígenas, LGBTQIA+, mulheres e outras minorias como aconteceu tantas vezes na nossa história?

A cultura é trabalho, é educação, é identidade, é memória, preservação da memória (material e imaterial). Ela não é inimiga!

A cultura  existe porque o povo existe!

O nosso papel aqui não é censurar, é garantir direitos, proteger a diversidade e fortalecer a democracia.

Produções culturais criam impacto econômico.

Censura gera insegurança jurídica: afugenta patrocinadores e destrói a economia criativa local . E isso é péssimo pro turismo, que parece ser a bola da vez. Quanta desconformidade de pensamente, não?

Por isso, eu me posiciono contra este projeto.

Porque um país que cala seus artistas está calando sua própria consciência, sua identidade, sua voz.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Artistas Negros e nossa Identidade Cultural



...que ao longo da História, artistas negros desempenharam papéis cruciais na formação da nossa identidade cultural?

Mas que, pelo racismo estrutural e a exclusão social resultaram no apagamento sistemático de suas contribuições?

Do barroco mineiro às raízes do samba, da capoeira às modinhas, das contações de histórias à literatura, do imaterial ao material, das manifestações religiosas às tradições passando pelo sincretismo eles foram protagonistas na construção de expressões artísticas que definem o país. 

Muitos artistas negros tiveram suas obras atribuídas a outros ou sequer puderam assinar suas criações.

Mestres como Aleijadinho foram reconhecidos, mas sua origem negra foi minimizada por muito tempo.

Outros, como Domingos Caldas Barbosa, precursor do lundu, e Mestre Valentim, arquiteto do Rio de Janeiro colonial, são pouco lembrados.

Ruth de Souza, Luis Gama, Abdias do Nascimento, Milton Santos, Tia Ciata, Conceição Evaristo, Alfredo Gomes, Mario Américo, Aída dos Santos, entre outros tantos nomes de várias épocas de uma lista enorme.

Esse apagamento cultural não é apenas uma injustiça histórica, mas um empobrecimento da memória coletiva. Felizmente, esforços contemporâneos (ainda poucos) como exposições, documentários e pesquisas acadêmicas, têm resgatado essas histórias.

Reconhecer e valorizar o legado negro na cultura brasileira é essencial para construir uma sociedade mais justa e plural.

Resgatar esses nomes é um ato de resistência, de reparação histórica, uma necessidade educacional, de formação e informação.

Afinal, o Brasil só será plenamente compreendido quando sua verdadeira história for contada, com todos os que a moldaram.


#HistóriaNegra #ArteBrasileira #DiversidadeCultural #ResgateCultural #ArteNegra #HistóriaDoBrasil #EducaçãoHistórica #CulturaNegra #JustiçaHistórica #OrgulhoNegro


Fontes: O Pharol, UFPG, Brasil de Fato, Museu Afro Brasil, Correio Braziliense, ChatGPT

domingo, 1 de dezembro de 2024

Bons Velhinhos !

imagem gerada por IAs

A figura do Papai Noel é uma fusão de diversas tradições, mitos e histórias. Sua origem remonta a São Nicolau de Mira, um bispo cristão do século IV, conhecido por sua generosidade. Ele presenteava secretamente os necessitados, o que inspirou a prática de dar presentes no Natal. Sua história foi levada para o norte da Europa, onde se fundiu com mitos nórdicos.

Nas culturas escandinavas, o Jól (ou Yule) era uma celebração do solstício de inverno. Durante essa época, acreditava-se que espíritos ou entidades protetoras, como o Julebukk (bode de Natal), traziam sorte e presentes. Esses mitos se misturaram à figura do Papai Noel quando as tradições pagãs foram cristianizadas.

A imagem do bom velhinho com roupas vermelhas, barba branca e espírito jovial ganhou força no século XIX, especialmente com os poemas e ilustrações nos Estados Unidos. O vermelho foi popularizado tanto por ser uma cor chamativa em contraste ao branco da neve quanto pelas descrições literárias e pela influência comercial.

O pinheiro também tem um papel central. Nas regiões frias, era símbolo de resistência e renovação devido à sua capacidade de permanecer verde durante o inverno rigoroso, tornando-se um símbolo universal do Natal.

Assim, o Papai Noel que conhecemos hoje é o resultado de uma combinação rica de tradições nórdicas, cristãs e comerciais, sempre carregando consigo o espírito de generosidade e magia do Natal, que se estende a outras regiões do mundo, numa fusão de lendas globais que compartilham temas de generosidade, festividades de inverno (no Hemisfério Norte) e a relação mágica com crianças. 


1. Ded Moroz (Avô Gelo) - Rússia

Na tradição eslava, Ded Moroz é o espírito do inverno, conhecido por sua barba branca e casaco longo. Ele viaja com sua neta, Snegurochka (Donzela da Neve), trazendo presentes para as crianças durante as celebrações de Ano Novo. Diferente do Papai Noel ocidental, Ded Moroz é uma figura mais austera e está ligada ao frio rigoroso, mas compartilha a ideia de generosidade e magia do inverno.

2. Perchten e Krampus - Europa Central (Áustria e Alemanha)

Na região alpina, as figuras do Krampus e das Perchten aparecem como espíritos natalinos. Enquanto o Krampus punia as crianças travessas, o lado generoso dessas tradições foi associado a São Nicolau, que premiava os bem-comportados. Essa dualidade de punir e recompensar influenciou a ideia de um Papai Noel que observa o comportamento das crianças.

3. Julenisse - Escandinávia

Na Noruega e Dinamarca, o Julenisse é um espírito do folclore que protege as casas e fazendas. Ele é uma versão natalina do Nisse, uma criatura semelhante a um gnomo, que se torna o entregador de presentes no Natal. O Julenisse é descrito como pequeno, com barba branca e gorro vermelho, características que inspiraram a estética moderna do Papai Noel.

4. Belsnickel - Alemanha e Pensilvânia (EUA)

Belsnickel é uma figura que combina aspectos de São Nicolau e do Krampus. Vestido com trajes rústicos, ele visita as crianças para verificar seu comportamento, distribuindo presentes para as obedientes e reprimendas leves para as travessas. Essa tradição migrou para os EUA e influenciou a figura de Papai Noel na cultura americana.

5. Morozko (Conto de Fadas Russo)

Morozko, ou "Pai Gelo", é uma figura do folclore russo que também representa o inverno e é conhecido por testar a virtude e bondade das pessoas. Embora não entregue presentes diretamente, ele reforça temas de generosidade e recompensa.

6. La Befana (Itália)

Na Itália, La Befana é uma figura folclórica associada ao Dia de Reis (6 de janeiro). Essa simpática bruxa voa em uma vassoura e visita as casas à noite, deixando doces para as crianças bem-comportadas e carvão para as travessas. Sua generosidade e o ato de distribuir presentes lembram o papel do Papai Noel, adaptado ao contexto cristão italiano.

7. Hotei-osho (Japão)

Hotei-osho, no folclore japonês, é uma divindade budista frequentemente representada como um homem idoso de barba branca e sorriso jovial, carregando um saco cheio de presentes. Ele é associado à bondade e à generosidade, qualidades que ecoam no Papai Noel. Sua figura é reverenciada durante o Ano Novo no Japão.

8. Olentzero (País Basco, Espanha)

Olentzero é uma figura natalina do folclore basco. Ele é descrito como um lenhador ou carvoeiro que desce das montanhas no Natal para distribuir presentes às crianças. Sua aparência rústica e seu papel de portador de presentes remetem à ideia de um Papai Noel regional, adaptado à cultura local.

9. Sinterklaas (Países Baixos e Bélgica)

Sinterklaas é talvez a influência mais direta no Papai Noel. Ele é celebrado em 5 de dezembro nos Países Baixos e Bélgica, montado em um cavalo branco e acompanhado por ajudantes, os Zwarte Piet. Sinterklaas inspirou a figura de Santa Claus nos Estados Unidos, evoluindo para o Papai Noel moderno.

10. Shengdan Laoren (China)

Na China, a versão do Papai Noel, Shengdan Laoren (Velho Natal), é uma adaptação moderna ocidentalizada. Embora sem raízes folclóricas locais, ele foi integrado ao Natal como um portador de presentes, refletindo como a figura do Papai Noel se espalhou globalmente, adaptando-se a novas culturas.

11. Tio de Nadal (Catalunha, Espanha)

Na Catalunha, há a tradição do Tió de Nadal, um tronco de madeira decorado com um rosto sorridente e um gorro vermelho. As crianças “alimentam” o tronco antes do Natal, e ele “defeca” presentes na noite natalina. Embora peculiar, essa tradição incorpora a ideia de generosidade e celebração que também está no espírito do Papai Noel.

12. Gao Pai (África do Sul)

Em algumas partes da África do Sul, lendas locais falam de Gao Pai, um ancião bondoso que traz presentes para crianças no Natal. Ele é uma fusão de tradições cristãs e africanas, incorporando elementos do Papai Noel ocidental.

13. Santa Claus e Clement Clarke Moore (EUA)

Nos Estados Unidos, a lenda de Santa Claus foi consolidada pelo poema "A Visit from St. Nicholas" (1823), atribuído a Clement Clarke Moore. O poema apresenta um Santa Claus jovial e mágico, viajando em um trenó puxado por renas e entrando nas casas pelas chaminés. Essa visão de Santa Claus tornou-se a base para a figura moderna do Papai Noel.

14. Kris Kringle (EUA,)

Nos EUA, o nome Kris Kringle é uma adaptação da tradição alemã do Christkind (Criança Cristo), que representava o espírito natalino. Quando os imigrantes alemães levaram essa tradição para os Estados Unidos, ela acabou sendo confundida e incorporada ao Papai Noel. Hoje, Kris Kringle é usado como um apelido para Santa Claus.

15. A Rena Rudolph (EUA)

A história da Rena Rudolph é uma criação exclusivamente estadounidense, introduzida em 1939 por Robert L. May em um livro promocional para a loja Montgomery Ward. Rudolph, com seu nariz vermelho brilhante, tornou-se uma peça central do imaginário natalino nos EUA, expandindo o mito das renas de Papai Noel e adicionando um toque de originalidade à lenda.

16. Bell Snickle (Canadá e EUA - Comunidades Alemãs)

Em algumas comunidades alemãs do Canadá e da Pensilvânia (EUA), a figura do Bell Snickle foi preservada. Ele é descrito como um homem rústico que visita as casas durante o Natal, carregando sacos de presentes e chicotes para as crianças travessas. Embora não seja tão popular quanto Santa Claus, Bell Snickle influenciou a ideia de um personagem natalino que premia boas ações.

17. Nanabush e o Espírito do Inverno (Canadá)

Entre as tradições das Primeiras Nações no Canadá, o espírito Nanabush, um herói cultural e frequentemente associado ao inverno, está ligado a lendas de proteção e abundância durante os meses frios. Embora não diretamente relacionado ao Papai Noel, essa figura compartilha a simbologia de generosidade e cuidado durante períodos difíceis, ideias que se refletem no Natal.

18. La Chasse-Galerie (Canadá)

Embora mais uma lenda folclórica que uma figura natalina, a história da Chasse-Galerie (ou Canôa Voadora) fala de lenhadores que fazem um pacto com o diabo para voar em uma canoa mágica e visitar suas famílias no Natal. Embora o tom seja mais sombrio, a lenda captura o espírito de viagens mágicas associadas ao inverno e à época festiva.

19. Renas e Trenós nas Culturas Inuit (Canadá)

Entre os povos Inuit do Ártico canadense, a simbologia de renas e trenós é uma parte importante de sua cultura e vida diária, dada sua relação com o ambiente. Essa conexão com as renas e o transporte nas regiões geladas influenciou a narrativa do Papai Noel, especialmente nas regiões do norte.

20. Koroua (Maori, Nova Zelândia)

Entre os povos Maori da Nova Zelândia, há figuras de anciãos respeitados, conhecidos como Koroua, que simbolizam sabedoria, generosidade e liderança comunitária. Esses anciãos muitas vezes atuam como guardiões espirituais das tribos, promovendo a partilha e o cuidado. Embora não associados ao Natal, compartilham o espírito protetor e generoso do Bom Velhinho.

21. Tjukurpa (Aborígenes Australianos)

Na cultura aborígene australiana, o Tjukurpa é um sistema de histórias sagradas que transmitem conhecimentos sobre o mundo. Algumas dessas histórias incluem seres benevolentes que protegem comunidades e distribuem recursos. Embora não seja uma tradição natalina, esse senso de cuidado com a comunidade e harmonia com a natureza ecoa o espírito de generosidade do Papai Noel.

22. Papai Natal Brasileiro

No Brasil, a figura do Papai Noel foi adaptada para o verão tropical. Em algumas regiões, ele é descrito como mais leve, vestido de forma adequada ao calor e, às vezes, chegando de barco, jangada ou até helicóptero, reforçando a ideia de um espírito generoso que se adapta às culturas locais. Embora inspirado no modelo europeu, ele é reinterpretado de forma única para as condições do hemisfério sul.

23. Matariki (Nova Zelândia)

O festival Matariki, comemorado pelos Maori, marca o início do ano novo e celebra a generosidade da terra e a partilha de alimentos. Embora não relacionado ao Natal, a ideia de abundância e união comunitária reflete o espírito do Bom Velhinho.

24. Lendas Africanas (Hemisfério Sul)

Em diversas culturas africanas do sul do continente, há mitos sobre espíritos ancestrais benevolentes que trazem prosperidade e proteção às comunidades. Essas histórias muitas vezes destacam líderes sábios ou guias espirituais que cuidam dos mais jovens e promovem o compartilhamento de recursos.

25. O "Vovô Natalino" na África do Sul

Na África do Sul, o Natal é celebrado no verão, e as adaptações locais do Papai Noel incluem trajes leves e ambientes tropicais. Há também a tradição de troca de presentes com foco em valores comunitários e familiares, que reforça o espírito generoso associado ao Bom Velhinho.

26. Mitologias Religiosas Sincréticas (Brasil e América do Sul)

No Brasil e em outros países da América do Sul, influências do sincretismo religioso, como o culto a santos católicos associados à bondade e ao cuidado (como São Francisco de Assis), reforçam a ideia de um ser generoso e protetor. Em tradições afro-brasileiras, figuras como Oxalá, com sua representação de paz e proteção, também podem ser vistas como ecoando o arquétipo do Bom Velhinho.

27. Asado e Generosidade Natalina (Argentina e Chile)

Embora não envolvam figuras míticas, as tradições natalinas da Argentina e do Chile valorizam a partilha de alimentos, como no asado (churrasco típico). Esse senso de união e generosidade reflete o espírito de Natal de forma culturalmente única.

Essas tradições, lendas e costumes mostram como o espírito do "Bom Velhinho" se conecta a ideias universais de generosidade, celebração e proteção, adaptando-se às culturas de cada canto do mundo, independente do significado religioso, principalmente o cristão, que celebra a data de nascimento de Jesus Cristo, que merece o devido respeito.

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Pesadelo!

 

Imagem gerada por IA



Os pesadelos são manifestações do inconsciente que têm intrigado a humanidade ao longo da história. Esses sonhos perturbadores têm sido estudados por psicólogos, religiosos e filósofos em várias culturas, sendo descritos como fenômenos humanos universais, aparecendo inclusive em textos sagrados. Quem nunca?


1. Perspectiva Psicológica: O Pesadelo na Visão Freudiana

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, explorou extensivamente o significado dos sonhos em seu livro A Interpretação dos Sonhos (1899). Para ele, os pesadelos eram manifestações do inconsciente, uma maneira pela qual os desejos reprimidos e os traumas não resolvidos vinham à tona. Freud sugeria que, ao analisar pesadelos, podia-se desvendar ansiedades profundas ou medos associados a experiências passadas. No contexto freudiano, o pesadelo tem uma função quase protetora: ele permite que a mente processe emoções reprimidas sem que o ego seja totalmente sobrecarregado pela realidade dessas emoções.

Frustrações acumuladas – sejam de natureza sexual, social ou psicológica – frequentemente aparecem nos pesadelos como uma forma de lidar com a pressão. Na teoria freudiana, frustrações não resolvidas geram ansiedade, que muitas vezes se reflete simbolicamente nos sonhos como cenários caóticos ou figuras ameaçadoras.


2. Ansiedade, Medo e Stress: O Inconsciente em Crise

Pesadelos são particularmente comuns em momentos de alto estresse. Estudos contemporâneos indicam que pessoas submetidas a períodos de forte tensão emocional, como luto, mudanças de vida ou conflitos pessoais, têm uma maior propensão a experimentar pesadelos frequentes. A ansiedade, por sua vez, gera imagens simbólicas nos sonhos que representam medos de falha, perda de controle ou vulnerabilidade.


3. Religiões e Filosofias: O Pesadelo Como Sinal de Obsessão

Para além da psicologia, pesadelos sempre foram interpretados em várias tradições religiosas e filosóficas como sinais de obsessão ou possessão espiritual. No cristianismo, há referências a sonhos perturbadores que trazem mensagens ou avisos, como no caso do rei Nabucodonosor na Bíblia (Daniel 2), que teve pesadelos que só foram compreendidos com intervenção divina. A Bíblia, de modo geral, vê os sonhos como potenciais comunicações de Deus ou influências malignas, dependendo de sua natureza.


No espiritismo, pesadelos podem ser interpretados como sinais de influências espirituais negativas. Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, sugere que espíritos desencarnados podem influenciar os sonhos das pessoas, especialmente as que estão mais fragilizadas espiritualmente. Outras tradições esotéricas, como o hinduísmo, acreditam que os pesadelos podem ser manifestações de karmas passados ou influências de energias negativas acumuladas.


4. Antiguidade e a Bíblia: A Longevidade do Pesadelo

Os pesadelos são conhecidos desde os tempos mais remotos. No antigo Egito e na Grécia, acreditava-se que os sonhos, bons ou maus, eram comunicações divinas. Em muitas civilizações antigas, pesadelos eram vistos como presságios ou visitas de entidades sobrenaturais. Na Grécia Antiga, Hipnos, o deus do sono, e seus filhos, os Oneiros (representantes dos sonhos), eram cultuados, e pesadelos frequentemente tinham interpretações proféticas.


Na Bíblia, sonhos que causam temor são citados em várias passagens. Além do sonho de Nabucodonosor, o pesadelo de Jó (Jó 7:14) expressa seu sofrimento: "então me assustas com sonhos, e me aterrorizas com visões". Isso mostra que a experiência de pesadelos já era comum e atribuída tanto à ansiedade humana quanto à intervenção divina.


5. Pesadelos e Conspirações: Uma Visão Moderna

Em tempos mais recentes, teorias conspiratórias também tentaram explicar os pesadelos. Em alguns círculos, acredita-se que as experiências de pesadelos podem estar ligadas a manipulações governamentais, como o controle da mente. Esses teóricos alegam que o uso de tecnologias como frequências sonoras e interferências eletromagnéticas poderiam induzir sonhos perturbadores, parte de um plano maior de controle social.

Embora essas teorias não possuam embasamento científico sólido, elas ecoam a crença de que pesadelos são experiências mais profundas do que simples criações da mente humana, sendo moldados por forças externas.


6. Conclusão

O pesadelo é um fenômeno universal, que atravessa fronteiras culturais e temporais, e nos lembra da complexidade da mente humana. Ele revela não apenas nossas lutas psicológicas, mas também as crenças espirituais que moldam nossa visão do mundo. Sejam os pesadelos o reflexo de ansiedades cotidianas ou manifestações de forças maiores, eles continuarão a desafiar nossa compreensão da realidade e do próprio inconsciente.


Fontes psychology today/neurolaunch/ oup/chatgpt na organização do texto.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

Civilizações Antigas, Conhecimento e James Webb


Gerado por IA

As civilizações antigas, como os sumérios, egípcios, incas e tiwanacos (Tiahuanacos), deixaram um legado que moldou a humanidade em várias áreas: arquitetura, astronomia, matemática e engenharia. Esses povos dominaram técnicas avançadas, que até hoje surpreendem e são estudadas. Contudo, há quem defenda que o homem moderno sofreu um declínio na sua capacidade cognitiva ao longo dos milênios, sugerindo que parte do conhecimento sofisticado dessas civilizações se perdeu com o tempo.

Esse debate vai além do passado. Muitos dos conhecimentos antigos continuam a ser utilizados e servem como base para a ciência moderna. As estruturas monumentais, como as pirâmides do Egito e Machu Picchu, são exemplos de tecnologias que até hoje desafiam explicações simples e despertam admiração, com muitas dessas construções ainda envoltas em mistérios.

Recentemente, a suposta imagem capturada pelo Telescópio James Webb de uma gigantesca espaçonave no sistema solar reacendeu teorias de que a humanidade não está sozinha no universo.

A curiosidade sobre civilizações alienígenas que poderiam ter visitado a Terra em tempos remotos continua a fascinar, especialmente quando conectada aos legados das antigas civilizações.

Para os entusiastas, isso sugere que esses povos avançados poderiam ter tido contato com seres extraterrestres, o que explicaria parte de seu profundo conhecimento tecnológico e astronômico.

Apesar de tais especulações incitarem a imaginação e o desejo de explorar o desconhecido, é fundamental lembrar que toda teoria deve ser sustentada por evidências científicas e registros acadêmicos. O estudo do passado humano e das novas descobertas espaciais só ganha validade quando embasado em fatos verificáveis.


fontes: livescience, blogspot, ufo, google, quanta magazine.